Chico Mendes

Francisco Alves Mendes Filho nasceu no dia 12 de dezembro de de 1944 em Xapuri, no Acre, mesma cidade onde foi assassinado.

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Ambientalista, sindicalista e ativista brasileiro ganha um Doodle para lembrar seu legado. El País

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Chico Mendes was a Brazilian rubber tapper, trade union leader andenvironmentalist. He fought to preserve the Amazon rainforest, and advocated for the human rights of Brazilian peasants and indigenous peoples. PLANTATIONS

Chico se transformou numa figura lendária, um herói do povo brasileiro, mas o tratamento midiático de sua história tende a ocultar a radicalidade social e política de seu combate. A CASA DE VIDRO.COM

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“Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, minissérie de Glória Perez que apresenta a história do Acre, mostrando como o estado tornou-se território brasileiro. Baseada nos romances “O Seringal”, de Miguel Ferrante e “Terra Caída”, de José Potyguara, a minissérie narra a história do Acre, a última região a ser anexada ao território brasileiro. vcfaz.tv

Chico Mendes saiu da floresta brasileira para mobilizar o mundo. Acreano, Francisco Alves Mendes Filho nasceu em 15 de dezembro de 1944, no seringal Porto, em Xapuri. Desde criança trabalhava com o pai no seringal. Sua história de líder sindical é simples, como foi sua vida, mas forte e grande como uma Amazônia.

1973 – Participou dos conflitos de terra na fazenda Santa Fé.

1975 – Cria o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, quando é indicado a secretário geral.

1976 – Inicia uma luta sem tréguas a favor dos seringueiros para impedir desmatamentos e organiza várias ações em defesa da posse da terra.

1977 – Em pleno período militar, Chico Mendes funda o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri e é eleito vereador, pelo MDB, à Câmara Municipal local.

1978 – Começam as ameaças de morte por parte dos fazendeiros, e as divergências partidárias porque o MDB não era solidário às lutas dos trabalhadores rurais.

1979 – Chico Mendes leva para a Câmara Municipal debates entre lideranças sindicais, populares e religiosas. É acusado de subversão por denunciar as arbitrariedades dos torturadores contra ele e outros presos políticos.

1980 – Surge o Partido dos Trabalhadores – PT. Chico, um dos fundadores no Acre, passa à direção do partido naquele estado, participando de comícios na região juntamente com Lula. Chico Mendes é enquadrado na Lei de Segurança Nacional, a pedido dos fazendeiros da região, que procuravam envolvê-lo no assassinato de um capataz de fazenda que poderia estar envolvido no assassinato de Wilson Pinheiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia.

1981 – Chico Mendes assume a direção do Sindicato de Xapuri, do qual foi presidente até o momento de sua morte.

1985 – Lidera o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, durante o qual é criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), com Chico na liderança.

1986 – A luta dos seringueiros ganha repercussão nacional e internacional, surge, então a proposta de “União dos Povos da Floresta”, que busca unir os interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazônica, propondo ainda a criação de reservas extrativistas nas áreas indígenas, na própria floresta, ao mesmo tempo em que garantem a reforma agrária desejada pelos seringueiros.

1987 – Representantes da ONU visitam Chico Mendes, em Xapuri, onde puderam ver de perto a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros provocadas por projetos financiados por bancos internacionais, inclusive o Banco Mundial. Chico Mendes levava estas denúncias ao Senado norte-americano e à reunião do BID. Logo os financiamentos aos projetos devastadores são suspensos e Chico é acusado por fazendeiros e políticos de prejudicar o “progresso” do Acre.

1988 – Chico Mendes é homenageado e ganha vários prêmios, entre eles o “Global 500”, oferecido pela própria ONU. Surge a União Democrática Ruralista – UDR, no Acre, criada por proprietários de terras que não se conformam com a possibilidade de uma reforma agrária e criação de reservas ecológicas. Chico Mendes percorre várias regiões do Brasil, participando de seminários, palestras e congressos, com o objetivo de denunciar a ação predatória contra a floresta e as ações violentas dos fazendeiros da região contra os trabalhadores de Xapuri. Participa da implantação das primeiras reservas extrativistas criadas no Acre e consegue a desapropriação do Seringal Cachoeira, de Darly Alves da Silva, em Xapuri.

1989 – Chico assume a presidência do CNS em março, no 2º Encontro Nacional dos Seringueiros. Em 17 de novembro, Chico Mendes denunciou ao juiz da Comarca, ao secretário de Segurança Pública, ao Governo Estadual e ao Superintendente da Polícia Federal que Darli e Alvarino estavam tramando seu assassinato. No mesmo mês e com o mesmo teor, ele escreveu carta ao secretário de Segurança Pública, ao Governo Estadual e ao Superintendente da Polícia Federal. Ainda em novembro, o Sindicato de Brasiléia, Conselho Nacional dos Seringueiros e o Centro de Trabalhadores da Amazônia remeteram telex ao governador Flaviano Melo, ao diretor geral da Polícia Federal, Romeu Tuma e ao Secretário da Segurança Publica, denunciando ameaças de assassinato de trabalhadores rurais em Xapuri e Brasiléia. Não obteve resposta.

198922 de dezembro – Apesar das denúncias, dos pedidos de proteção por parte de entidades ambientalistas, personalidades políticas e dirigentes sindicais, do governador ter colocado dois PMs como segurança, Chico Mendes foi assassinado no quintal de sua casa com um tiro de escopeta. Silvestre Gorgulho

“Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia. Quero viver.” Chico Mendes 

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Ensaio sobre a cegueira hídrica

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1. O abastecimento do precioso líquido será feito de modo a atender apenas às necessidades mais elementares, como a preparação de alimentos, tomar uma breve ducha e escovar os dentes. Para descarregar a privada, fazer a limpeza da casa e dar banho no cachorro, o jeito será contar com a água das chuvas.
2. Restaurantes serão obrigados a baixar as portas. Não haverá água para lavar tanta louça. Outros estabelecimentos podem vir a ser obrigados a restringir o uso de seus banheiros.
3. Empresas que dependem do uso intensivo de água começarão a se preparar para sair de São Paulo, já que não há previsão para o término da crise. Vão em busca de melhores condições hídricas.
4. Depois do colapso do Sistema Alto Tietê, que abastece a zona leste de São Paulo, a água potável passou a ser um bem raro e caro. Bandidos já fazem sequestros-relâmpagos de caminhões-pipa cheios, a fim de vender a carga em condomínios fechados. Uma carga de 15 mil litros de água pode facilmente ser repassada por R$ 2.500.
5. O tráfico de água campeia. Em Itu, durante o apogeu da falta d’água, em setembro de 2014, quadrilhas comercializavam a água que deveria ser distribuída gratuitamente à população. É previsível que o mesmo ocorra por aqui.
6. Todos os 50 mil poços em funcionamento na cidade de São Paulo serão “confiscados”, mesmo os localizados em terrenos privados. Só o Estado estará autorizado a explorá-los.
7. Moradores de casas humildes terão de ir trabalhar sem tomar banho e com a mesma roupa do dia anterior. Quando eles chegaram em casa, não havia água; quando saíram, a água ainda não havia voltado. E a caixa d´água nem chegou a encher por causa da redução da pressão.
8. Haverá creches que interromperão os serviços por falta de água, gerando um efeito cascata. Se as crianças não puderem ir para a creche, a mãe terá de faltar no emprego.
9. Começarão os pedidos de socorro por parte de idosos, acamados, e de gente com deficiência de mobilidade, que não conseguirão colocar uma lata enorme de água na cabeça e levá-la para casa.
10. Surgirão aqui e ali focos de desidratação, atingindo principalmente indivíduos de terceira idade e crianças até 4 anos, mais vulneráveis.
11. Já se esperam protestos. Em Itu, vizinho de São Paulo, até donas de casa colocaram fogo nas ruas. “Aqui em São Paulo, vai haver um escalonamento de manifestações e de violência porque a água mexe com a questão da dignidade. Quantos dias nós aguentamos sem poder dar descarga?”, pergunta Marussia Whately. A tropa de choque da PM dará show de truculência, como sempre. Conta D’Água

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LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.

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Veteranas de guerra

UMA HOMENAGEM ÀS ÁRVORES SOBREVIVENTES DA MATA ATLÂNTICA

São Paulo é o dinâmico resultado da demolição e reconstrução de sucessivas cidades em pouco mais de um século. Nesse curto espaço de tempo, a cidadela com 30 mil habitantes tornou-se a metrópole com 20 milhões de habitantes, e sua natureza praticamente desapareceu. Originalmente muito rica em biodiversidade, São Paulo apresentava extensas florestas de Mata Atlântica, araucárias, cerrados e várzeas, que formavam uma paisagem única. Durante o processo de urbanização, a vegetação ancestral foi sendo eliminada e substituída por espécies de origem estrangeira, motivação cultural que acarretou na extinção em massa da fauna e flora nativas e a situação atual de 80% da vegetação urbana ser de origem estrangeira, ou seja, exótica.

Mesmo com esse grave quadro ambiental, alguns exemplares da Mata Atlântica alcançaram nossa época, resistindo a gerações de interesses contrários, loteamentos e aberturas de ruas e avenidas que poderiam em poucos minutos acabar com a sua história, assim como aconteceu a inúmeras outras que não pudemos conhecer.

Árvores da Mata Atlântica sobreviventes em condições tão adversas podem ser consideradas monumentos vegetais e históricos paulistanos, um patrimônio ambiental que representa uma imensa herança não reconhecida. Muitas dessas árvores estão ameaçadas pelo descaso, poluição e idade avançada, e são sobreviventes de populações quase ou extintas e detentoras de genética única resultante de milhares de anos de evolução com o clima, solo e biodiversidade local, precisando ser valorizadas, tombadas e reproduzidas para sua perpetuação e repovoamento na cidade de São Paulo.

O meio ambiente urbano deve ser uma prioridade no século XXI, o século das cidades.

Ricardo Cardim, botânico e ambientalista

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