Dia Internacional da Maconha – Weed`s Day

Hoje, dia 20 de abril, grafado como 4/20 em inglês, é comemorado internacionalmente o Weed`s Day. Traduzindo, é o Dia Internacional da Maconha. Ou Pot Day, como é conhecido em outros países. A data sempre foi marcada pela realização de mobilizações, marchas e manifestações, cujas lutas se centram na descriminalização e na regulamentação da maconha a nível global. Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis (SBEC)

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Originária da região do norte do Afeganistão, a planta Cannabis Sativa, a maconha, é utilizada há aproximadamente 6.000 anos. O primeiro escritor a mencionar o uso do cânhamo em cordas e tecidos é Heródoto, um historiador grego que é considerado o pai da história. A fibra do cânhamo, presente no caule da maconha, foi muito utilizada nas cordas e velas dos navios gregos e romanos, e era usada também para fabricar tecidos, papel, palitos e óleo. ENTRETENIMENTOS

Há registros do uso medicinal de maconha desde a era de Assurbanípal, o último grande rei da Assíria, que morreu em 626 a.C., de acordo com relato histórico no livro Cannabinoids as therapeutic agents (Canabinoides como agentes terapêuticos), publicado em 1986 pelo bioquímico israelense Raphael Mechoulam. Também há registros no Egito antigo, na Grécia e na Roma antigas. O naturalista Plínio, o Velho (23-79 d.C.), da Roma Antiga, descreveu em detalhe o uso médico.

Da Idade Média ao século XIX os registros continuaram na Europa, na Índia e na Pérsia (atual Irã), na medicina tradicional chinesa. Com o uso generalizado, tanto do ponto de vista geográfico como em tipos de tratamentos, o surpreendente é que a partir do século XX tenha se tornado uma substância tão proibida nos países de cultura ocidental. Aconteceu por motivos principalmente políticos, com liderança norte-americana.

flor coracao vermelho São Paulo pode criar hoje o “Dia Municipal da Maconha Terapêutica”

Mas como surgiu o código 4:20? O que, dentro da cultura canábica, é um número usado para se referir ao ritual do uso da maconha, tem a origem em um mito da Califórnia. Por coincidência, um dos primeiros estados americanos a autorizar o uso medicinal (1996) e recreativo (2016) da maconha.

Segundo o jornalista Steven Hager, de uma das mais conhecidas revistas especializadas em cannabis, a High Times, o termo surgiu em 1971 na Califórnia com um grupo de adolescentes da San Rafael High School, uma espécie de confraria chamada “Os Waldos”. Eles se encontravam sempre às 4:20 pm (16:20) para fumar maconha perto de um muro, na parte externa da escola.

Em certa ocasião, os jovens, que já curtiam a erva, receberam um mapa de um trabalhador da guarda costeira que levaria a uma plantação de maconha em Point Reyes, próximo à São Francisco. Outra referência era que 4:20 era um código usado para se referir ao momento que eles deveriam se encontrar para sair em busca do tesouro nunca encontrado.

Uma outra crença comum é que 420 era a polícia da Califórnia ou o código penal para a maconha. Mas não há muitas evidências sobre essa teoria. Cannabis & Saúde

20 de abril ou 4/20: O Dia Mundial da Erva

Há também a versão de que existem 420 compostos químicos ativos na maconha, daí uma conexão óbvia entre a droga e o número. Mas esse número é, na verdade, superior a 500 – sendo mais de 100 canabinoides.

Segundo Steve Bloom, editor High Times, uma das primeiras publicações sobre a maconha nos Estados Unidos. o termo virou uma um código semiprivado, que os usuários de maconha vão encontrar por todos os lados. O número aparece até no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no relógio de um dos personagens. BBC

Bom, seja como for, 4:20 se tornou universal símbolo da cultura canábica em todo o mundo. Em países onde o consumo adulto da Cannabis já está legalizado, festas e festivais são amplamente promovidos para celebrar o Dia da Maconha.

A promessa de contribuir para todos esses tratamentos tem gerado interesse na esfera acadêmica sobre a farmacopeia produzida pela planta Cannabis sativa. Uma busca na base de dados Pubmed revela um número quintuplicado de artigos científicos entre 2000 e 2019 sobre essa classe de substância. Na mídia, as menções também se tornaram mais e mais frequentes em anos recentes, assumindo ares de novidade apesar do histórico de uso que remonta a cerca de 2 mil anos. É por isso que a empresária Viviane Sedola, fundadora da empresa Dr. Cannabis e eleita pela High Times – revista norte-americana que defende a legalização da erva – como uma das 50 mulheres que se destacaram nessa área no mundo, qualifica a planta e seus derivados como uma novidade milenar. Em alguns países, como parte dos Estados Unidos, Uruguai e Canadá, a medida adotada foi liberar o uso medicinal da maconha – por vezes a própria erva a ser fumada –, uma decisão controversa. Nos Estados Unidos também está disponível uma profusão de preparados vendidos como suplementos alimentares, cremes para a pele, biscoitos que prometem acalmar bichos de estimação estressados ou com dor, entre outros. Maria GuimarãesRevista Pesquisa FAPESP

4:20-se: CANNABIS LIVRE DA ONU, A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?, História da Maconha, Contrapropaganda sobre a Cannabis, Milton Friedman, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Luto, maconha mata!!!, Canadá Legalize

Cannabis, I’m around.

A Cannabis é nativa do Himalaia e, embora a planta seja ilegal na Índia e no Nepal, ela prospera nos cantos difíceis de alcançar da famosa cordilheira. Várias aldeias do Himalaia também ganham a vida com a produção de Cannabis e, quando presas pelas autoridades, podem alegar que seus campos de Cannabis são naturais. Sechat

Arvoredos de Cannabis podem ser encontrados da mesma forma em toda a Ásia, do Paquistão à China. Cannabis: Evolution and Ethnobotany, um perfil científico de 2013 da planta, encontrou até exemplos de Cannabis decorativa sendo cultivada ao lado de uma rua pública em Kunming, China.

“A Cannabis é altamente adaptável e pode crescer e se reproduzir em uma ampla variedade de habitats temperados, mesmo sob condições extremas”, dizia.

A maconha pode ser encontrada crescendo selvagem em todo o norte do Paquistão, onde um arbusto de Cannabis não molestado pode crescer até a altura de um prédio de um andar. No entanto, como ocorre com grande parte da Cannabis selvagem nativa do mundo, essas plantas geralmente têm baixo teor de THC e têm pouco ou nenhum efeito alucinógeno se consumidas.

No país vizinho, o Afeganistão, a facilidade de cultivo de maconha em solo local (bem como a situação política caótica do país) é parcialmente como ele se tornou o maior fornecedor mundial de Cannabis em 2010.

A Cannabis costumava crescer de modo selvagem na Europa, de acordo com um estudo recente da Universidade de Vermont sobre pólen fóssil. No entanto, a planta já havia começado a morrer na época em que os europeus começaram a fazer experiências com a agricultura – e não há evidências de que os humanos neolíticos tenham descoberto suas propriedades psicoativas.

Na Grã-Bretanha, pelo menos, a maconha selvagem começou a retornar. Um grupo que se autodenomina “Feed the Birds” começou a semear sementes de Cannabis em jardins e caixas de plantação inglesas.

A Cannabis selvagem está ainda mais disseminada na América do Norte. Embora a planta não seja nativa do hemisfério ocidental, a Cannabis selvagem ou escapou das fazendas industriais de cânhamo do início do século 20 ou foi plantada intencionalmente por ativistas da maconha. Ironicamente, parece prosperar melhor em estados conservadores como Iowa, Nebraska ou Kansas, onde as proibições da maconha são algumas das mais fortes nos Estados Unidos.

Conhecemos muito pouco sobre a diversidade de plantas usadas medicinalmente, e também em rituais religiosos, pelos povos do continente africano. Duas das plantas nativas da África sobre as quais temos mais estudos etnobotânicos atualmente são a kanna (Sceletium tortuosum) e wild dagga, ou cauda-de-leão (Leonotis leonorus). O nome latino Leonotis leonorusfaz menção à cor e formato das flores da wild dagga, sendo de cor laranja intenso e com formato alongado. Ambas as plantas produzem alcalóides com algum tipo de ação psicoativa em seres humanos. Essas plantas desempenharam um papel importante durante as migrações de tribos africanas, e hoje ainda são usadas pelas tribos com objetivos religiosos ou medicinais. Além disso, a wild dagga possui uma estreita relação com o uso da cannabis por essas populações indígenas africanas. Green Power

Remonta aos anos de 1650 a 1680 os primeiros relatos de viajantes europeus sobre o uso recreativo ou religioso de plantas por populações africanas. Jan van Riebeeck, um alemão que visitou o Cabo da Boa Esperança em 1668, escreveu em seus relatos de viagem sobre o uso de uma planta pelos índios africanos da tribo dos Hotentotes. A planta era a wild dagga, que como escrito por Riebeeck, era macerada pelos índios e ingerida, deixando-os embriagados. Outros autores trazem informações adicionais sobre o uso da dagga, evidenciando que os Hotentotes também fumavam extratos da planta. Outra espécie documentada por Riebeeck, em suas viagens pela África do Sul, foi a kanna, que como a própria etimologia do nome sugere (Kanna também era chamada de Kougoed, que significa “algo para mastigar, mascar”), era mascada pelos viajantes e migrantes que cruzavam grandes distâncias na África, principalmente por ser capaz de inibir o apetite e, em doses mais elevadas, causar um estado eufórico, garantindo disposição física para a caminhada.

As tribos africanas do grupo dos Khoisan foram quem descobriram e espalharam o uso de kanna e dagga. O grupo dos Khoisan é, na verdade, o agrupamento antropológico de duas tribos que compartilhavam culturas semelhantes, os Khoekhoe e os Bushman. Essas tribos são consideradas os grandes protetores do meio ambiente, pois acreditavam que seriam punidos pelas divindades, caso fizessem uso inadequado dos recursos ambientais que os deuses haviam entregado a eles.

Water Crisis in Pakistan

Water is one of the basic necessities of life. No life could have been possible on the planet Earth, had there been no water.
There are a number of reasons behind the shortage of water in Pakistan. Before blaming the rulers and concerned authorities, we must blame ourselves for our carelessness and slackness in saving water. annieaman

Originally Published in Jahngirs world times magazine

http://jworldtimes.com/jwt2015/magazine-archives/jwtmag2018/july2018/water-crisis-in-pakistan/

According to a recently released International Monetary Fund report, Pakistan ranks third among countries facing water shortage. One of the major reasons behind this issue is absence of proper measures to conserve water. Around 30 million acre feet (MAF) of water is wasted due to poor management. Economic cost of this water is in billion dollars. Pakistan possesses only a thirty-day water-storage capacity. Besides, the Pakistan Council of Research on Water Resources (PCRWR) has warned that Pakistan would reach absolute water scarcity by 2025.

Mangla Dam and Tarbela Dam became operational in 1967 and 1974 respectively, and these are now reaching dead level. But, not even a single major reservoir has been constructed since Tarbela. Now, there is a dire need to construct major reservoirs in Pakistan. In addition, the construction of small dams in different suitable areas could help us overcome the chronic issues of energy crisis and water scarcity. It is worth mentioning here that the current per capita availability of water in Pakistan has reached 1016 cubic metres and if it falls below 1000 cubic metres, Pakistan will become a water-scarce country. Jahangir’s World Times (JWT)

Habitantes de quase 400 regiões do planeta já estão vivendo sob condições de “extremo estresse hídrico”, segundo um novo relatório do World Resources Institute (WRI), um centro de pesquisa sediado em Washingto, e quase um terço da população global – 2,6 bilhões de pessoas – vive em países em situação de estresse hídrico “extremamente alto”, incluindo 1,7 bilhão em 17 nações classificadas como “extremamente carentes de água”, segundo o WRI.

O crescimento populacional, o aumento do consumo de carne e a intensificação da atividade econômica vêm pressionando os recursos hídricos do mundo.

“Usamos muitas terras agrícolas para plantar comida e alimentar os animais. Então, quando você pensa em transformar esses recursos em calorias, não se trata da maneira mais eficiente.”

De acordo com o estudo holandês de 2012, a pegada hídrica de qualquer produto animal é maior do que a pegada hídrica de produtos agrícolas com valor nutricional equivalente.

A previsão é que o aumento das temperaturas e chuvas mais variáveis reduza a produtividade das culturas em muitas regiões tropicais em desenvolvimento, onde a segurança alimentar já é um problema, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

E de acordo com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, baseada nas tendências existentes, a escassez de água em alguns lugares áridos e semiáridos causará o deslocamento de 24 milhões a 700 milhões de pessoas até 2030.

Idlib, SíriaDireito de imagem AFP.

O WRI também diz que muitas áreas extremamente e altamente carentes de água estão em zonas de conflito, e esse recurso pode ser um fator que contribui para os conflitos. Essas áreas incluem Israel, Líbia, Iêmen, Afeganistão, Síria e Iraque. Pablo Uchoa – BBC World Service

Poetize-se: Eu te disse, eu te disse., Aposentadoria da Água, Eustácio Bagge, Hoje., Sonegômetro, Os sentidos da política – problemas e perspectivas, A água oculta, Ignorância e sucesso?, EduFin, O Amaranto Inca Kiwicha invade plantações de soja transgênica da Monsanto nos Estados Unidos, O mar de Aral virou areia.