Plantas Que Espantam Insetos

Algumas plantas, se as temos em casa, em vasos ou no jardim, nos ajudam a espantar ou a diminuir a incidência dos mosquitos, como o Aedes aegypti. Seu efeito pode não ter sido ainda demonstrado cientificamente, porém a sabedoria popular as recomenda. greenMe

Primavera Garden organizou esse quadros de plantas – temperos, ervas e flores – que afastam diferentes tipos de insetos para ajudar você na escolha das espécies mais indicadas para a sua necessidade.

Louro: Use as folhas de louro, espalhadas pela casa, para repelir moscas.

Cebolinha: As flores da cebolinha são aromáticas e repelem moscas e pulgões. Plante cebolinha no meio da horta, especialmente em volta das cenouras.

endro

Endro: O endro é uma erva aromática muito usada na Europa e ótima repelente de pulgões, ácaros e pragas que atacam o repolho e os tomates. É parente da erva-doce.

oregano

Orégano: Repele muitas pragas e irá fornecer cobertura de solo e umidade para pimentas.

Salsinha: É repelente de besouros e indispensável na cozinha.

cebolas

Cebola: Que tal plantar cebolas na horta, em volta dos tomateiros, pimentões, batata, repolho, brócolis e cenouras para espantar pulgões, lesmas, moscas e outras pragas comuns? Se tiver roseiras, plante cebolas junto. O mesmo efeito têm outras ervas da família Allium, como a cebolinha e o alho-poró.

Malmequer: Contra pulgões, mosquitos e outras pragas (inclusive afasta os coelhos) e cujas raízes afastam os nematoides do solo. Plante os malmequeres em volta dos canteiros de hortaliças.

Capuchinha: É muito boa para afastar a mosca branca que ataca as couves, em geral. Para além do mais, é muito bonita e ótima em saladas.

Árvore Nim

A árvore nim é uma planta comum em terras brasileiras, originária do sudoeste asiático e da Índia. Presente também em parques, ela pode ser a chave para a solução de um dos principais problemas de saúde pública brasileira, a proliferação do Aedes Aegypti, o mosquito vetor de doenças como a dengue, o zika virus e a chikungunya. Vivimetaliun

Para a mestranda em biologia Layse Reis, da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, o óleo de nim, objeto de estudo da pesquisadora, se mostrou eficaz em matar as larvas do mosquito, que são muito resistentes à inseticidas normais.

O problema surgiu ao perceber que mesmo após a remoção de criadouros – locais com água parada -, os mosquitos ressurgiam e continuavam a proliferar-se. O óleo de nim impede o desenvolvimento das larvas em uma fase do ciclo de vida do mosquito que impede seu desenvolvimento para a vida adulta

Layse buscou métodos de fazer o concentrado em casa, a baixo custo, podendo dar aos habitantes uma maneira de combater as larvas do mosquito.

O inseticida é composto de uma mistura de sementes com água destilada. Para conseguir alcançar as sementes, é preciso manter os frutos da planta em uma estufa por 48 horas a 40ºC. Depois de separar as sementes, repetiu-se o processo, depois de trituradas, o material foi misturado com a água destilada. A eficiência do inseticida no experimento foi de 75%.

Entretanto, é necessário ter cuidado. O extrato de nim pode matar abelhas e contribuir para a extinção desses insetos que já estão sendo dizimados mundo afora. A recomendação é que esse novo inseticida seja usado em pequenos casos e não em grande escala.

A planta neem (ou nim), conhecida cientificamente como Azadirachta indica, é uma árvore do sudeste da Ásia e do subcontinente indiano. O neem é uma árvore de clima tropical, que pode ser cultivada em regiões quentes e solos bem drenados; ela é resistente à seca, tem crescimento rápido, copa densa e pode alcançar até 20 metros de altura. O neem tem capacidade para suportar condições extremas de calor e poluição da água, melhora a fertilidade do solo e reabilita terras degradadas. Além disso, essa árvore desempenha um papel importante no controle da erosão do solo, da salinização e prevenção contra os efeitos de inundações. eCycle
O Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc) se mobiliza contra a proliferação do plantio do nim (Azadirachta indica A. Juss) em municípios dessa região, em vista dos danos ambientais já verificados naquela região, agravando ainda mais a situação do processo de desertificação no Estado do Ceará. Diário do Nordeste
Para o botânico e engenheiro agrônomo Antônio Sérgio Farias, a preocupação do Pacto Ambiental é muito válida. Explica que, nos últimos dois anos, é que os efeitos da espécie estão sendo percebidos no Ceará.
“O plantio do nim é relativamente novo no Ceará, em torno de 10 anos, e quem plantou agora é que sente os efeitos”. Salienta o botânico que as pesquisas ainda são poucas para se saber exatamente os efeitos prejudiciais ao bioma. Porém, enfatiza o seu poder invasor e prejudicial ao ecossistema.
“Não é adequado para arborização e jamais para o reflorestamento, que tem que ser feito com plantas nativas”.
“O nim assim como outras espécies (algaroba, sempreverde, entre outras) estão em quantidade excessiva na caatinga e invadem o bioma, competem com as nossas espécies e ganham. Propagam-se rápido e tem fácil poder de adaptação. Já podemos afirmar que o bioma caatinga está descaracterizado, especialmente no que se refere à flora”, alerta Eveline Lanzillotti, bióloga que realizou pesquisas acerca da invasão de plantas exóticas quando atuava como professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) na região dos Inhamuns, também chancela o documento do Pacto.

Repelente de pescador

Repelente de pescadores

Ingredientes

– 1/2 litro de álcool
– 1 pacote de cravo da Índia (100 gr)
– 1 vidro de óleo corporal (100 ml)

Modo de fazer

Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitanto , de manhã e a tarde. Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva doce, lavanda, aloe vera).

Modo de usar

Passe uma gota nos braços e nas pernas e os mosquitos fogem do incômodo.
O cravo espanta formigas da cozinha, dos eletrônicos e espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar ovos e atrapalha a postura, o que contribui para diminuir a proliferação.

Não forneça sangue para o AEDES AEGYPTI! Ioshiko Nobuni, sobrevivente da dengue hemorrágica.

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Café com Dengue.

Café no combate à dengue.

A bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP, durante a pesquisa de mestrado, descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e desenvolvimento do AEDES AEGYPTI (DENGUE).

O mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, nos pratos dos xaxins, dentro das folhas das bromélias… e o café que é produzido todos os dias, em praticamente todas as casas, o custo é Zero. O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, e jogá-la sobre o solo do jardim e quintal.

Os especialistas em saúde pública, entre elas médicos sanitaristas estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da dengue tipo 3, possível de acontecer devido às fortes tempestades de final de ano, ainda surge outra ameaça proveniente do exterior: a dengue tipo 4.

Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo, de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos. Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas ESTERASES responsáveis por processos fisiológicos fundamentais com o metabolismo hormonal.

A solução com cafeína pode ser feita com 2 colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água o que facilitaria o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos. O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos prédios e hortas, e de outros recipientes com água parada (pneus, latas, caixas d’água etc.)

“A borra não precisa ser diluída em água para ser usada” – diz a bióloga.”

Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas, dilui as borras . Ela sugere, enfim, que a borra de café passe a ser usada, também como um adubo ecologicamente correto. Atualmente, o método usado no combate à dengue é altamente tóxico para homens, animais e plantas.


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