O PARADOXO DE MORAVEC

O PARADOXO DE MORAVECCiência Todo Dia

O paradoxo de Moravec brinca com as nossas intuições de fácil e difícil. Ele literalmente transforma o fácil em difícil e o difícil em fácil. Ele diz o seguinte: é mais fácil fazer uma inteligência artificial realizar tarefas intelectualmente complexas, tipo ganhar do campeão do mundo de xadrez, do que realizar tarefas consideradas fáceis, que geralmente crianças conseguiriam fazer. Você consegue resolver esse paradoxo?

Para iniciar, vamos ver um exemplo prático, em 1997, foi a primeira vez que uma Inteligência Artificial (o computador Deep Blue da IBM) venceu o campeão mundial de xadrez. Filipe IorioMapaMental.org

As pessoas têm dificuldade em resolver problemas que exigem alto nível de raciocínio. Por outro lado, as funções motoras básicas e sensoriais, como caminhar, não são problemas. Nos computadores, no entanto, os papéis são invertidos. PARADIGMAS E PARADOXOS

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É muito fácil para os computadores processarem problemas lógicos e complexos, como a elaboração de estratégias de xadrez por exemplo, mas é preciso muito mais trabalho para programar um computador para interpretar discursos, caminhar, sentir cheiros ou tomar decisões baseadas em aspectos subjetivos, o que o ser humano faz com facilidade.

Esta diferença entre a inteligência natural e artificial é conhecida como paradoxo de Moravec. Hans Moravec, um cientista de pesquisa no Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon, explica esta observação através da ideia de engenharia reversa nos nossos próprios cérebros.

A engenharia reversa é mais difícil para tarefas que os seres humanos fazem inconscientemente, como funções motoras. Porque o pensamento abstrato tem feito parte do comportamento humano há menos de 100 mil anos, a nossa capacidade de resolver problemas abstratos é consciente.

O Paradoxo de Moravec é a observação de pesquisadores de inteligência artificial que nos mostra, que o raciocínio requer muito pouco cálculo, mas as habilidades sensório-motoras exigem enormes recursos computacionais.

O incrível do ser humano é isso, essa parte da inteligência sensório-motora ainda não foi mapeada completamente pelos cientistas e, consequentemente, ainda não é possível “ensinar” com precisão para os sistemas de inteligência artificial.

Demoramos milhões de anos para falar, andar e ser como somos hoje. Mas demoramos muito menos (alguns milhares de anos) para produzir raciocino lógico.

Por qual motivo? Pois exige habilidades sensório-motoras.

O mais incrível do avanço tecnológico e científico, é que, em poucos anos, tudo pode mudar e as máquinas serem capazes de dominar “outras inteligências”.

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