Batalha de Tejucupapo

batalha de Tejucupapo, ou batalha do Monte das Trincheiras como também é conhecida, deu-se no distrito de Tejucupapo da atual cidade pernambucana de Goiana, no contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil, entre forças neerlandesas e luso-brasileiras, em 24 de Abril de 1646. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nesta luta destaca-se o papel das mulheres da povoação para a derrota dos invasores holandeses. Graças ao seu empenho, ao lado dos homens do lugar, e usando como armas água fervente, pimenta, pedaços de pau, derrotaram cerca de seiscentos soldados, nesta que é considerada a primeira batalha em território brasileiro.

No lugar dos acontecimentos foi erguido, a poucos metros do povoado, um obelisco que traz a seguinte inscrição: “Aqui, em 1646, as mulheres de Tejucupapo conquistaram o tratamento de heroínas por terem, com as armas, ao lado dos maridos, filhos e irmãos, repelido 600 holandeses que recuaram derrotados”.

Em busca de comida, holandeses tentavam saquear a então vila de São Lourenço de Tejucupapo e escolheram o momento em que haveria poucos homens no local. Não esperavam que as mulheres estivessem organizadas e prontas para a luta.

“Apesar da tendência à glamourização do período holandês, foi uma época marcada por fome e violência. Ataques como o de Tejucupapo, para buscar comida, eram comuns. Por isso, no sentido bélico, o conflito ali não foi tão relevante num sentido geral da luta contra os holandeses, mas com certeza podemos dizer que abalou a moral das tropas, derrotadas por mulheres, e que tem impacto simbólico até hoje”, opina George Cabral, professor de história na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Vitor Tavares – BBC News Brasil em São Paulo

Por causa desse feito, todo último domingo de abril, dezenas de mulheres de Tejucupapo viram atrizes: sobem o Monte das Trincheiras, vestem uma roupa de época e vão para o campo de batalha. A encenação da batalha é a conclusão de uma semana de festividades de Tejucupapo. Para quem participa do teatro, a preparação vem de antes.

A primeira encenação de As Heroínas de Tejucupapo foi em outubro de 1993 e em 2020, o teatro completou a 25ª Edição (em dois anos, ele não aconteceu devido a problemas com políticos locais). A história contada foi mudando à medida que Luzia Maria lia livros de história, ouvia professores e a própria comunidade.

Todos os anos, o teatro da pequena comunidade vive de incertezas, muitas vezes sem financiamento de governo e empresas. Para 2020, o Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo tenta se firmar como Patrimônio Vivo de Pernambuco, um título dado pelo governo estadual que garante, além do reconhecimento público, um pagamento de R$ 3,2 mil mensais.

O painel se inspira na Batalha de Tejucupapo (1646), que ficou famosa pela participação vitoriosa das mulheres daquele vilarejo na luta contra os holandeses. Estude Grátis

Ze-se: Pensar as Resistências, Aprender com os Povos Indígenas, Índio? No Brazil? Nunca existiu?!?, Índio Educa, Mapa de Áreas de risco: informação para prevenção, Elisa de Oliveira Flemer e o Homeschooling, Água mata?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s