Mentiras que consolem ou verdades que doem

Não gosto das mentiras que consolam, nem das meias verdades, menos ainda das inteiras falsidades. Prefiro a verdade, mesmo que doa. Mesmo que parta a minha alma, porque pelo menos serei livre para tomar o caminho que desejar e curar as minhas feridas com o tempo. A mente é maravilhosa

Desde crianças, o normal é que nos eduquem para que sempre digamos a verdade.

Entretanto, se tem algo que sabemos é que existem graus diferentes de mentiras e que a natureza de muitas depende da situação em que nos encontramos. Não há problema nenhum se quando perguntam “como nós estamos”, respondemos que estamos “maravilhosamente bem”, mesmo que seja mentira e que estejamos passando por um momento ruim, compreendemos que é um simples formalismo sem muita importância.

falsidade adquire uma tonalidade mais negativa caso a utilizemos para fazer mal a aqueles que nos rodeiam. Há quem faça uso da mentira porque teme que a verdade cause muita dor, ou que as consequências afetem a pessoa de um modo indesejado.

A mentira faz prisioneiros e nos condena a manter vidas vazias, falsas e carentes de autenticidade.

Uma mentira piedosa ou uma mentira que busca oferecer consolo nunca será tolerável. Nenhum de nós tem o direito de agir de modo tão paternalista a ponto de pensar que a outra pessoa não é “válida”, ou não é merecedora de conhecer a verdade.

decepção ocasionada nem sempre vem pelo fato de que nos esconderam determinada realidade, o que nos desespera é que, em determinado momento, pensaram que não “merecíamos” conhecer a verdade.

  • As mentiras piedosas escondem, na verdade, uma falta de maturidade pessoal por parte de quem as conta, manifestando, com isso, uma carência de empatia e de habilidades sociais.
  • Manter uma relação, um vínculo, seja familiar, de amizade ou de relacionamento, implica manter códigos éticos essenciais: respeito, compreensão e integridade emocional consigo mesmo e com a outra pessoa.
  • A mentira desqualifica quem a pratica e humilha quem a recebe. É uma ligação destinada a provocar sofrimentos e desencantos, porque, acreditemos ou não, as falsidades, como o sol da manhã, sempre aparecem.
mulher-penas

Há quem diga que é impossível praticar essa “sinceridade inflexível” que nada cala e tudo revela. Estaríamos falando de um tipo de “sincericídio” que compara as opiniões pessoais às verdades absolutas. Assim, as manifesta sem nenhum tipo de filtro e com independência do dano que pode vir a causar.

Dizem que a verdade dói, que a mentira mata e que a dúvida desespera. Todas são pulsões, emoções humanas que vivemos na própria carne. Ninguém é imune a elas.

Merecemos estabelecer relações sinceras baseadas no respeito e no reconhecimento. Embora esteja absolutamente certo que também temos direito sobre nossos espaços particulares, aos nossos segredos e intimidades, a mentira nunca irá de mãos dadas com uma relação consciente e madura.

Chegando a esse ponto, é muito possível que você se pergunte por que razão fazemos uso das mentiras. Estas são as principais explicações:

  • Para evitar um resultado que não desejamos (uma relação negativa de nosso entorno ao dizer a verdade, causar dor, ficarmos sós, etc.)
  • Para nos adaptarmos a um entorno que consideramos ameaçador ou complexo (pensemos, por exemplo, nos adolescentes e em sua necessidade de mentir em algum aspecto para fazerem parte de algum grupo).
  • Para conseguir um objetivo (mentir em um currículo para conseguir um trabalho, mentir para um possível parceiro para poder conquistá-lo…)

Todos esses comportamentos já foram vividos em algum momento, em primeira ou segunda pessoa. No entanto, o mais importante de tudo isso não reside somente no fato de dizer a verdade, mas também em saber recebê-la:

  • Há pessoas que preferem viver na ignorância. Aplicam os princípios de: não saber para não sofrer, não ver para não chorar…
  • Quem prefere viver em uma mentira tem medo de assumir a verdade e não sabe lidar com uma situação difícil. Nestes casos, o “se fazer de surdo” se lança como um mecanismo de defesa usado para evitar o enfrentamento do problema.

Tenha em conta que a sinceridade é o valor mais importante se você deseja empreender um projeto de vida com outra pessoa. Consequentemente, exija sempre a verdade, porque será o único modo de construir com firmeza e integridade essa relação.

Ze-se: Um Monte de mentiras, Onde estão os humanos?!?, Ensinamentos Secretos e vida de Manly P. Hall, Tornar-se adulto…, iDvogados, A Terceira Margem do Rio, O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS., Análise m(m.n)

2 respostas para “Mentiras que consolem ou verdades que doem”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s