O TEATRO BARROCO DE O ALEIJADINHO

Este ensaio visa a apresentar uma breve leitura do átrio do Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, onde O Aleijadinho montou um teatro em pedra-sabão, um arquitexto – arquitetura e texto – espetacular. Parte-se do ensaio de Mário de Andrade, “O Aleijadinho”, de 1928, em que o autor sustenta que o escultor de Ouro Preto inventou a forma da arte brasileira, vazada na alquimia do sangue indígena,com a seiva africana e com a verv\ne do português. O conhecimento e o reconhecimento do barroco brasileiro e, em especial, do barroco mineiro, de que O Aleijadinho constitui a máxima expressão, deflagrou-se, no Brasil, a partir dos modernistas paulistas que, em sua viagem de 1924 pelas cidades históricas mineiras, garimpavam as raízes mais arcaicas da identidade nacional. Portal de Periódicos da FURB – SEER

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“Gênio virgem, puro e inocente, artífice exemplar e original, um dos fundadores de uma tradição artística nacional”, assim Mário de Andrade descreveu Aleijadinho, no estudo “A arte religiosa no Brasil”, publicado na Revista do Brasil, em 1920, consagrando Antônio Francisco Lisboa, cuja morte completou 200 anos em novembro de 2014, como um dos símbolos da arte e da identidade brasileiras. Patrícia Mariuzzo – Ciência e Cultura

Antônio Francisco da Costa Lisboa era filho de Manoel Francisco Lisboa e de uma escrava que se chamava Isabel (embora nenhum documento o comprove), e sobrinho de Antônio Francisco Pombal, afamado entalhador de Vila Rica. A data oficial de seu nascimento é 29 de agosto de 1730, mas também não há certeza quanto a isso. Nuovi Orizzonti Latini

De educação escolar primária, iniciou seu trabalho como escultor e entalhador ainda criança, seguindo os passos do pai e trabalhando na oficina do tio. Seu aprimoramento profissional veio de seus contatos com o abridor de cunhos e desenhista João Gomes Batista e o escultor e entalhador José Coelho de Noronha, portugueses com oficinas em Vila Rica e responsáveis por muitas obras em igrejas da região.

A doença dividiu em duas fases nítidas a obra do Aleijadinho. A fase sã, de Ouro Preto, se caracteriza pela serenidade equilibrada. Na fase do enfermo, surge um sentimento mais gótico e expressionista. O ressentimento tomou a expressão de revolta social contra a exploração da metrópole.

Os trabalhos do Aleijadinho podem ser vistos em Ouro Preto, Congonhas do Campo, Sabará e outras cidades mineiras. Observando-se os traços, as expressões das esculturas, é impossível evitar o sentimento de emoção e respeito que elas despertam. O esplendor e o requinte, as sutilezas e a suntuosidade das dezenas de estátuas, pias batismais, púlpitos, brasões, portais, fontes e crucifixos revelam que o Brasil teve um escultor e arquiteto de primeira grandeza nos tempos coloniais. Fonte: http://educacao.uol.com.br/

As informações disponíveis sobre sua história dizem que Aleijadinho começa cedo a trabalhar como artesão e a fazer serviços nas igrejas de Ouro Preto e nas de cidades vizinhas, como Mariana e São João del-Rei. Por ser filho bastardo de pai português e mãe escrava, encontra dificuldades para ser valorizado nos primeiros anos em que exerce seu ofício. Mesmo assim, suas obras ganham reconhecimento e realiza trabalhos grandes, como a fachada e a decoração da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, concluídas nos anos 1790. Enciclopédia Itaú Cultural

Imagem representativa do artigo

Profeta Daniel , 1800 , Aleijadinho
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini

No século XX, Aleijadinho, até então pouco celebrado e reconhecido no Brasil, é redescoberto por artistas modernistas, entusiasmados com sua história e sua obra. Exemplo disso é o escritor Mário de Andrade (1893-1945) e seu texto Aleijadinho, de 1928. Criticando europeus que comentaram as obras do escultor sem considerá-lo um gênio, Mário enxerga na obra de Aleijadinho uma invenção “que contém algumas das constâncias mais íntimas, mais arraigadas e mais étnicas da psicologia nacional”.

Nossa Senhora de Guadalupe

Oração

Mãe Maria, Senhora de Guadalupe, abençoai nosso continente e conduzi-nos sempre ao encontro de Jesus Cristo. Olhai as populações pobres da América latina e ajudai-as a manter a fé e a fidelidade ao evangelho. Amém.

“Na escola de Maria aprendemos a caminhar pela cidade e nos alimentamos o coração com a riqueza multicultural que habita o Continente; quando somos capazes de escutar esse coração recôndito que palpita em nossos povos e que custodia – como um pequeno fogo sob aparentes cinzas – o sentido de Deus e de sua transcendência, a sacralidade da vida, o respeito pela criação, os laços da solidariedade, a alegria da arte do bem viver e a capacidade de ser feliz e fazer festa.” Papa Francisco – Vatican News


No dia 9 de dezembro, celebramos a festa litúrgica do índio asteca Juan Diego e, no dia 12 de dezembro, recordamos a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina, que apareceu a este simples homem em 1531, período da dominação espanhola em terras ameríndias. Padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R. – A12

Extra, mais roubado!!! Black Friday

Vídeo: Whatsapp

Ao realizar a compra de carne moída no Extra da Ilha do Governador – RJ, selecionei a carne inteira na prateleira, conforme orientação, e solicitei no açougue que ela fosse moída. Inteira, ela pesava aprox. 1.300 kg e custava em torno de R$17. O açougueiro pesou ela inteira e imprimiu um adesivo. Após uma rápida limpeza na carne, quando foram retirados gordura e sebo (normais em carnes inteiras), ela foi moída e o açougueiro não realizou nova pesagem e colou o mesmo adesivo nela. No entanto, ao passar pelo caixa, percebi que meu produto, após ser moído passou a pesar aprox 1kg, o que custaria em torno de R$13. Informei ao caixa a discrepância, que solicitou a um atendente de apoio que verificasse com o setor de açougue. Nesse momento, fui informada que eu sabia que o valor era R$ 17 quando peguei a carne na prateleira e que nada poderia ser feito. Fiz minha reclamação no SAC e o gerente também foi esclarecer a versão com o açougueiro. A resposta que obtive é que essa diferença correspondia a embalagem. Indaguei que era impossível um plástico filme pesar 300 gramas. O gerente ficou sem resposta e anotou meu telefone para retorno. Em nenhum momento me foi oferecida a correção do valor. Como posso pagar por 1.300 kg de um produto e levar apenas 1 kg? Reclame Aqui

Um cliente encontrou diferença de 300 gramas no peso de dois pacotes de linguiça. O caso aconteceu na unidade de Pilares, zona norte do Rio de Janeiro. A balança mostra que o pacote com pouco mais de 1 quilo tem, na verdade, 708 gramas de carne. Ao testar a segunda peça, de 1,2 quilo, o visor acusa 872 gramas. A denúncia já teve mais de 16 mil compartilhamentos no Facebook. Em comunicado oficial ao Buzzfeed Brasil, o Extra afirmou que as imagens mostradas pelo cliente “não condizem com o padrão exigido pela rede”. Veja São Paulo
Confira no nosso cardápio do consumidor!

A prática muita gente já conhece: o preço sobe e o tamanho desce. Desde terça-feira, o EXTRA mostra casos de empresas que diminuem os conteúdos de embalagens, cobrando o mesmo preço ou até aumentando o valor. No portal Reclame Aqui, queixas desse tipo subiram quase 30% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

No Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), as críticas sobre o assunto viraram rotina. Nos dois casos, artigos de limpeza, higiene pessoal e alimentos são as categorias recordistas de denúncias.

Professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Roberto Kanter acredita que a opinião dos consumidores depende muito da transparência adotada pela empresa.

— Se o fabricante cria uma embalagem nova e informa o peso atual não deixa de ser uma maneira de oferecer um preço competitivo. Mas, diminuir e avisar em letras pequenas é uma má prática. MARCELA SOROSINI

O Fábio Dias resolveu fazer o teste em um hipermercado em Palmas e gravou um vídeo mostrando o resultado e encontrou uma diferença de quase 30 gramas entre a quantidade impressa nas etiquetas e o peso real. O peso está 722 gramas, mas na balança: 696 gramas, outra bandeja pesada por ele apresentou o mesmo erro. A etiqueta cobrava por 736 gramas, mas na hora de pesar havia apenas 708 gramas, uma diferença de 28 gramas. G1 Tocantins

O InfoMoney procurou a rede para comentar sobre o caso, que informou que “segue irrestritamente o que determina o Código de Defesa do Consumidor e que os pontos abordados no vídeo não condizem com o padrão exigido pela rede. Tão logo soube do ocorrido, a loja iniciou uma apuração interna e está revisitando as etiquetas em outra balança. Além disso, acionou a empresa responsável pela manutenção das balanças para vistoria e providências imediatas, caso necessário. A loja lamenta o ocorrido e permanece à disposição do cliente para qualquer esclarecimento.”

Fraudenize-se: Semana do Consumidor, A água oculta, O de Otário, Baleia ou sereia., Fake News Journal, The Wizard of Lies, Como a indústria do fumo enganou as pessoas?, Nada se cria, tudo se copia!, Candidato Caô Caô

UniverCine, as mulheres no audiovisual

Esta edição do UniverCine reflete a presença das mulheres no mercado audiovisual. Dados da ANCINE mostram que, entre 2007 e 2015, as mulheres representaram 40% da força de trabalho no audiovisual, mas receberam 13% a menos que os homens.

A partir de números que mostram tamanha diferença, convidamos algumas mulheres para falar sobre a importância da igualdade e do reconhecimento nessa área.

Univercine-se: Meu nome é cinema, Piratas do Tietê vão invandir os cinemas, Filmografia dos carros do cinema, Spcine, Colegas

Dia Internacional dos Direitos Humanos

No dia 10 de dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos no Palais de Chaillot, em Paris, França, é considerado o documento mais traduzido da história moderna, a Declaração foi criada para servir como uma base para os direitos humanos em todo o mundo, como “o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações”. Julia Di Spagna – Guia do Estudante

Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas foram mortas, enfrentaram situações precárias, fome e tiveram diversos direitos violados. Para evitar tragédias dessa magnitude, líderes de mais de 50 países se reuniram para criar uma organização que tivesse como premissa garantir a paz mundial.A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, por meio da Resolução 217 A (III), estabelecendo a proteção universal dos direitos humanos.
A Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – (MMFDH), defende valores que são as raízes para o bem comum, a paz e a inclusão, reafirmando o compromisso de proteger os direitos de todas as pessoas, buscando sua universalização, em linha com a DUDH de 1948.

Em Portugal, a Assembleia da República reconheceu a grande importância da Declaração Universal dos Direitos do Homem ao aprovar, em 1998, a Resolução que vigora até hoje, na qual deixou instituído que o dia 10 de dezembro deveria ser considerado o Dia Nacional dos Direitos Humanos. Calendarr
O dia 10 de dezembro é também marcado pelo entrega do Prémio Nobel da Paz.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é considerada o documento mais traduzido da história moderna. Está disponível em mais de 360 línguas, e novas traduções ainda estão em fase de elaboração. Amarolina Ribeiro – Brasil Escola

Mensagem oficial da alta-comissária para os direitos humanos das Nações Unidas:

Este foi um ano de grande ativismo – particularmente por parte dos jovens. É especialmente apropriado que, neste ano, nós destaquemos o Dia Internacional dos Direitos Humanos durante a Conferência da ONU em Madri para defender a justiça climática. Estamos em dívida de gratidão com os milhões de crianças, adolescentes e jovens adultos que estiveram se levantando e se manifestando cada vez mais alto em relação à crise enfrentada pelo nosso planeta.

Com razão, esses jovens estão apontando que o que está em jogo é o futuro deles e daqueles que ainda não nasceram. São eles que terão que enfrentar todas as consequências das ações ou a falta delas por parte de gerações mais velhas, que hoje administram governos e empresas e que são responsáveis por tomar decisões de seus países, regiões e do mundo como um todo.

Não se pode, obviamente, deixar que os jovens sozinhos enfrentem a emergência climática, ou até mesmo as tantas outras crises de direitos humanos que têm causado hoje turbulência simultânea em diversos países ao redor do mundo. Todos devemos permanecer juntos, em solidariedade, e agir com princípio e urgência.

Nós podemos e devemos defender cuidadosamente os princípios universais de direitos humanos que promovem a paz, justiça e o desenvolvimento sustentável. Um mundo com menos direitos humanos é um mundo que caminha para trás em direção a um passado sombrio, quando os poderosos podiam atacar os oprimidos com pouca ou nenhuma restrição moral ou legal.

Contudo, entre os muitos desafios de direitos humanos que surgiram ao longo das duas primeiras décadas do século XXI, a emergência climática global representa, talvez, a maior ameaça mundial aos direitos humanos que enfrentamos desde que testemunhamos a Segunda Guerra Mundial. Do direito à vida, à saúde, à comida, à água e ao abrigo, aos nossos direitos de sermos livres de discriminação, ao desenvolvimento e à autodeterminação, os impactos dessa crise já podem ser sentidos.

Nós temos o dever de garantir que a voz dos jovens seja ouvida. A Declaração Internacional de Direitos Humanos adotada pela Assembleia Geral da ONU em 10 de dezembro de 1948 foi um acordo assinado pelos Estados-membros para proteger os direitos humanos de todos – e isso inclui tornar possível que as gerações futuras defendam a dignidade, a igualdade e os direitos humanos.

Todos os seres humanos têm o direito de participar de decisões que têm impacto nas suas vidas. Para garantir que tomadas de decisão sejam mais efetivas, construindo maior confiança e harmonia em suas nações, os líderes de todas as sociedades devem ouvir seus povos – e agir de acordo com as suas necessidades e demandas.

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Foto: ONU/Jean Marc Ferré.

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Foto: ONU/Jean Marc Ferré.

Nada resume esses objetivos – que são o fio condutor do sistema internacional dos direitos humanos – de maneira mais clara e sucinta do que o Artigo 1 da Declaração Universal, que afirma de maneira corajosa e correta que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Eles são dotados de razão e consciência, e devem agir em conjunto em espírito de irmandade”.

Nenhum país, nenhuma comunidade será poupada pelas mudanças climáticas, à medida que elas se intensificam. Já é possível ver comunidades mais vulneráveis sofrendo terríveis danos. Pessoas estão perdendo suas casas, meios de subsistência – e vidas. A desigualdade está se aprofundando, e mais pessoas estão sendo forçadas a se deslocar. Devemos agir com rapidez e com princípio, para garantir que menos danos afetem os seres humanos e nosso mundo.

Danos climáticos não serão travados por fronteiras – e reações baseadas em um nacionalismo hostil, ou considerações financeiras de curto prazo, não irão apenas falhar: elas vão destruir o nosso mundo. As lutas por justiça climática e direitos humanos não são uma disputa política. Não se trata de uma discussão de direita ou esquerda: trata-se de direitos – e erros.

Não é apenas a preocupação em relação à alta velocidade da crise climática que está levando milhões de pessoas a se levantarem e exigirem ações. Em todas as regiões, pessoas estão encontrando suas próprias vozes para falar sobre desigualdade e instituições repressivas. Me sinto inspirada pela coragem, clareza e princípios de todas essas pessoas, algumas muito jovens, que estão se levantando pela paz, com o objetivo de corrigir os erros de nossa era e criar maior liberdade e justiça. Eles são a expressão viva dos direitos humanos.

Políticos de todos os lugares devem ouvir esses chamados. E, como resposta, precisam desenvolver políticas mais efetivas e com princípios.

Nós temos o direito de vivermos livres sem qualquer tipo de discriminação. Nós temos o direito de ter acesso à educação, saúde, oportunidades econômicas e um padrão de vida decente. Nós – todos nós – temos o direito de participar de decisões que afetam nossas vidas. Isso é sobre nosso futuro, nossos meios de subsistência, nossas liberdades, nossa segurança e nosso ambiente. E não é somente nosso futuro, mas também o futuro das nossas crianças, nossos netos e bisnetos.

Precisamos nos mobilizar ao redor do mundo – de maneira pacífica e poderosa – para avançar em um mundo com direitos, dignidade e escolhas para todos.

Aqueles que tomam decisões entenderam essa visão com clareza em 1948. Será que entendem isso agora? Eu peço aos líderes mundiais que demonstrem uma verdadeira liderança e visão de longo prazo, deixando de lado os interesses políticos nacionais estreitos, para o bem de todos, inclusive deles mesmos e de todos seus descendentes.

Humanize-se: O que é ser defensor dos direitos humanos, afinal?, Dia Internacional dos Direitos Humanos, Principais aspectos dos Direitos Humanos, Direitos Humanos?!? Vai lá!!!, Ouvidoria Municipal de Direitos Humanos, DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS ÁRVORES, A gente sempre soube., Barulho D’água, Jeguatá: Caderno de Viagem

É ao morrerem que se tornam santos.

SOBRE GUGU LIBERATO

(Alexandre De Oliveira Périgo)

Ultimamente, relinchos e ameaças virtuais batem em mim e voltam.
Destarte cometi o crime inafiançável de escrever que Augusto Liberato foi um apresentador absolutamente sem talento e sem carisma que dedicou sua vida à alienação do povo brasileiro, foi um dos incubadores do fascismo que hoje nos assola, foi um propagador de fake news como a entrevista mentirosa com falsos líderes do PCC e foi também um dos responsáveis pela impregnação da cultura machista que mata milhares de mulheres todos os anos; escrevi que Liberato recebeu por tais desserviços somas milionárias como prêmio, que culminaram em um patrimônio de cento e cinquenta milhões de reais, comentei também que o cidadão, após ajudar a destruir o Brasil, resolveu covardemente morar no exterior, em uma mansão de quase setecentos metros quadrados, gozando da segurança e dos privilégios que a maioria esmagadora de seus compatriotas não desfruta, em alguma parte, por suas ações calhordas.

Não ri de sua morte, não fiz piadinhas com o acidente que o matou, não desrespeitei a família enlutada. Nada disso. Eu sou o tipo de comunista que acredita na utopia da revolução armada, porém que não se orgulha nem um pouco por ser a violência o único caminho para a derrubada da burguesia e a tomada popular do poder. A vida merece respeito. Toda vida merece. Mesmo a dos maiores canalhas.

Minhas críticas a Augusto Liberato foram contextuais, jamais destrambelharam para ofensas pessoais, mesmo porque não o conheci; pode ter sido um bom pai, um ótimo filho, não sei – e isso pouco importa. Meu foco foi exclusivamente destacar seu desserviço ao povo de meu país.

Foi aí então que a avalanche teve início.

Quando uma postagem atinge certo número de curtidas e de compartilhamentos no Facebook, a bolha estoura. E o que vem após esse estouro cheira mal, muito mal.

Fui xingado de tudo que era possível e imaginável. Disseram que eu era um “monstro que não respeitava a dor alheia”, um “oportunista que queria somente aparecer”, um “urubu que não respeitava o morto” e um “recalcado com inveja do sucesso do apresentador falecido”. Chamaram minha mulher de puta, minha mãe de vaca, meus filhos de animais. Daí para baixo.

Entretanto minha motivação para escrever essa reflexão não foram as ofensas; já mencionei que tenho o couro curtido. O que me chamou a atenção com os comentários ofensivos que recebi às centenas foram quatro aspectos conjunturais.

O primeiro é o luto e a moralidade seletivos da parcela mais conservadora do país. Para essa gente, rir e fazer piadas das mortes da esposa e do neto de Lula são práticas aceitáveis e até estimuladas. No entanto, essas mesmas gentes de bem, ao lerem uma mera crítica contextualizada às ações em vida de um apresentador de TV alguns dias após seu passamento, tomam para si as dores da família do morto com uma fidelidade perdigueira, passando a taxar de “monstruoso” e de “insensível” qualquer um que ouse fazer referências que não sejam loas ao defunto. Adicionalmente, aqueles que atualmente qualificam como “fim dos tempos” qualquer performance artística com algum grau de sensualização, em especial se assistida por crianças, passaram com a morte de Liberato a relativizar moralmente os quadros televisivos altamente erotizados promovidos pelo apresentador no passado, como eram os concursos de beleza com meninas de menos de dez anos e as banheiras com mulheres seminuas a serem bolinadas por homens de sunga na busca de sabonetes. A moral e os bons costumes dessa gente conservadora proveram hipócritas concessões travestidas com ares de “nostalgia” às putarias televisivas de Liberato nas tardes de domingo; tudo era “divertido”, “engraçado” e aceitável, afinal de contas, “isso faz muito tempo” – como se houvesse anacronismo nas críticas ao machismo recente dos programas do SBT.

O segundo é a sacralização do morto. Criticar o comportamento de alguém que morreu recentemente é, para boa parte dos brasileiros em geral, indesculpável. Partir desta para melhor veste inexoravelmente de qualidades os maiores crápulas. Se os canalhas envelhecem como disse Nelson Rodrigues, é ao morrerem que se tornam santos.

O terceiro é o despreparo retórico e conceitual do brasileiro médio para o debate; no imaginário coletivo de boa parte dos nossos, debater equivale a uma competição, uma verdadeira rinha de galo retórica. Não há troca de ideias nem provocações que levem a reflexões, nada disso; há tão somente uma luta, onde o vencedor, orgulhoso de sua inteligência, veste os louros da vitória e o perdedor, humilhado publicamente, a quem resta apenas retirar-se com o rabo entre as pernas. Também não é necessário arcabouço algum para a construção de argumentação. Opiniões, por mais despreparadas e pueris que sejam, devem ser religiosamente respeitadas. Um simples “eu acho que” derruba anos e anos de dedicação e de estudo sobre um tema. Sem nenhum constrangimento.

O quarto e último é sobre a força da televisão na formação do inconsciente coletivo nacional. Isso não pode ser subestimado. O Brasil inteiro vem sofrendo uma verdadeira lobotomia midiática nos últimos cinquenta anos que cobra um alto preço, inclusive dentro do dito campo progressista. Seguramente por conta disso tomei porrada de centenas de pessoas sedizentes de esquerda e defensores aguerridos das práticas de Liberato. Cheguei, não sem tristeza, a ler uma pessoa filiada ao PSOL chamando-me de “elitista” por criticar Liberato, pois o apresentador “fazia parte da sua infância” e “promovia a divulgação da cultura popular”. Bloqueei, sem exageros, mais de duzentas pessoas que foram desproporcionalmente agressivas em minha postagem; o desalento é que seguramente mais da metade delas usava “Ciro 2022” ou “Lula Livre” como fotos de capa.

O texto é grande, mas a conclusão é simples: somos ainda reféns da hipocrisia comportamental e dos ditames televisivos. E uma realidade maturada por décadas não muda de um dia para o outro. O importante é seguirmos em frente, ainda que a passos curtos e sem parar durante a caminhada. Temos problemas para muito além dos milicianos que estão no poder. Será preciso reeducar os brasileiros sem a presença da metástase midiática burguesa. E não podemos nunca nos esquecer: nadar contra a maré traz gosto de água salgada na boca.

Santifique-se: O POVO BRASILEIRO, Patrono do esporte brasileiro, Gugu Liberato, EU ESCOLHI VOCÊ, 400 Nudes, O bom moço do Brasil, Território Político – A Força da Ação Coletiva, As gémeas marotas

Aiways U5, na Europa

A Aiways, tem 3 anos de maturidade, uma startup que nasceu em Xangai e obteve pela TUV Rheinland a certificação necessária para comercializar o seu SUV U5 em qualquer parte da União Europeia, e entrou para o livro dos recordes, pois foi o primeiro veículo 100% elétrico de marca chinesa que é comercializado na Europa, e como a viagem mais longa de um veículo elétrico de sempre, exatamente 15.022 km! Vale lembrar que passaram em zonas onde as infraestruturas de carregamento não abundam, como o Deserto de Gobi ou os Montes Urais… mas ainda assim nada deteve os chineses.

Este modelo vem assim rivalizar com o Kia e-Niro, o Hyundai Kauai, e para isso passou no ECWVTA, o teste de aprovações para a Comunidade Europeia de veículos elétricos.

A viagem do U5 de Xangai a Frankfurt foi a 17 de julho que o U5 deu início à sua viagem, tendo terminado a 7 setembro de 2019! 53 dias de estrada, 12 países atravessados (China, Cazaquistão, Rússia, Finlândia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica, França, Suíça e Alemanha), comprovando assim a sua robustez e validade da tecnologia elétrica chinesa!
O preço base tem sido avançado nos mercados internacionais de cerca de 25000 €, não é assim apenas uma ameaça aos concorrentes de veículos elétricos, mas também compete com os combustíveis convencionais).
Autonomia de 460 km, que podem ir até aos 560 se forem alugados módulos de baterias adicionais (não se sabe qual o protocolo de medição usado). No site da empresa fala de 503 km, o que corresponde a menos de 400 km com o ciclo NEDC.
O motor deste elétrico gera uma potencia máxima de 125 kW (170 CV) nas rodas da frente, mas a Autocar diz que afinal tem é 190 CV, coincidindo com o binário de 315 NM! Portal da Energia

quem sou eu com #60+

Após #60anos, a ansia por renovação, ativar nossas forças vitais e enxergar o mundo com novos olhos, na intenção de renovar a vitalidade. Algumas medidas podem dar uma sensação de novidade e #rejuvenescimento, mas os seus efeitos são temporários, se constata que na verdade, nada mudou (ainda assim continua os sentimentos de estagnação e ausência de inspiração), não modificam nada em nós mesmas, só mudam as nossas circunstâncias externas.

Segue algumas maneiras para ir mais fundo e transformar a sua vida, precisamos mudar primeiro a nossa mente, para começar a nossa transformação interior. O Terceiro Ato

1- Examine o que você sente

Seus sentimentos são uma expressão dos seus pensamentos e crenças mais profundas, eles são um reflexo do que se passa na sua mente. Se você nutre sentimentos de raiva, inveja, culpa ou vergonha, saiba que é preciso encontrar uma maneira de externalizá-los para que você possa reconhecê-los e elaborá-los.

Cultivar esses tipos de sentimentos impede a produção de novos pensamentos e, consequentemente, bloqueia a busca por outras formas de agir.

2- Dê um basta e siga adiante

Tornar-se consciente dos seus sentimentos é o caminho para levá-la a alguns elementos da sua vida pessoal que podem estar minando a sua energia, como por exemplo: talvez você esteja se agarrando a coisas que não fazem mais sentido para você ou, quem sabe, você se sente impotente para buscar novas formas de ação…

Chegou a hora de examinar seus relacionamentos, seu trabalho, seu ambiente, sua amizades e conscientemente deixar para trás tudo aquilo que suga sua energia desnecessariamente e que puxa seu espírito para baixo.

Dê-se um tempo para alcançar este objetivo; faça uma lista das prioridades e enfrente um problema por semana. Com o tempo você vai se surpreender com as mudanças e também vai constatar o surgimento de novas e boas energias somente pelo fato de ter se reencontrado.

3- Mude seus hábitos mentais

Saiba que toda #mudança efetuada em sua vida, desde seus sentimentos, seus relacionamentos e suas suas circunstâncias, começam a se transformar primeiro em seus pensamentos. Todos sabemos que quando começamos a ter pensamentos positivos a negatividade tende a se esvair, assim, pratique o exercício de formular bons pensamentos para atrair boas vibrações para sua vida.

Entretanto, esse é um trabalho árduo. Pessoas ao seu redor podem fofocar, falar mal da vida alheia, você pode assistir ou ler sobre eventos terríveis nos jornais e nos noticiários ou, claro, você pode ter conflitos em sua vida. Essas e tantas outras situações podem desencadear padrões de pensamentos que fazem com que sua mente comece a andar em círculos trazendo paralisia, angústia e pessimismo para sua existência.

Ao conseguir remover pelo menos uma destas influências negativas, você vai perceber uma enorme mudança de energia. Por exemplo, comece com a resolução de nunca ouvir, ou fazer fofocas, em seguida, procure enxergar um problema sob vários ângulos, isso vai lhe dar maior possibilidade de compreendê-lo e de solucioná-lo… E assim por diante. Um belo dia você vai perceber com grande surpresa que você mudou completamente suas atividades mentais e se verá não sendo mais arrastada por pensamentos negativos.

4- Mudar a sua vibração por meio da gratidão

Existe um ditado que diz “quem não é capaz de gratidão não é capaz de nenhum outro bom sentimento”. Para avaliar o seu estado de #gratidão, escreva uma lista de 7 coisas às quais você é grata.

Se você encontrar dificuldade em elaborar essa lista, comece a pensar, por exemplo, na sua saúde, na natureza que a cerca, nos seus amigos, nos seus familiares, nas pessoas que lhe ajudaram em momentos difíceis, naquelas pessoas que compartilharam com você os bons momentos etc.

Ao meditar sobre isso você vai perceber como é grande a abundância em sua vida e vai sentir necessidade de expressar seus agradecimentos a todas elas. Expressar a gratidão só vai atrair vibrações positivas que impactam diretamente seus pensamentos e seus sentimentos.

5- Limpar o seu espaço e mudar seus hábitos

Nosso ambiente nos envia mensagens poderosas. Se você vive em meio a confusão e a desordem, saiba que sua mente vai assumir esses estados. Livre-se das coisas que são inúteis, ultrapassadas, quebradas… Organize sua casa, limpe seu espaço para criar uma sensação de pura amplitude dentro de você, um espaço interno pronto para fluir em novas energias e ideias.

Aplique essas mesmas medidas aos seus hábitos. Hábitos ruins sugam energia. Se você fuma, come demais, é sedentária, se isola do convívio social etc., saiba que você está presa em um círculo vicioso destrutivo. Você pode parar com esses comportamentos, enfrentar e seguir por uma direção diferente. Se você não consegue fazer isso sozinha, procure ajuda médica. O importante é conseguir mudar seus maus hábitos para desfrutar de uma existência mais vital.

6- Sua nova identidade

Saiba que na medida em que você executar as mudanças acima sugeridas, algumas de suas velhas crenças serão modificadas fazendo com que você descubra alguns traços da sua personalidade que, por vários motivos, ficaram submersos anos a fio. Agora você vai conseguir explorar valores diferentes, assim como vai se sentir mais disponível para conhecer novas pessoas e novas experiências. A sua força vital será ativada ao mudarem suas crenças e valores, a sua vida se tornará mais rica e inspiradora, pois as alterações feitas excedem em muito àquelas alcançadas apenas por fazer uma viagem ou mudar de emprego. Desta vez, você fez mudanças reais, ou seja, de dentro para fora.

*Baseado no texto de Diane Dahli para o site Sixty + Me

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Grafite na rua

Presto VinteTreis (Walyson Nogueira) e o amigo Babu SeteOito, pintaram quatro faixas de pedestres em terceira dimensão (3D) nas principais avenidas de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, na semana passada. O objetivo é reduzir o número de acidentes causados por excesso de velocidade. G1

A iniciativa já foi adotada em vários países com o objetivo de reduzir atropelamentos, como China, Índia, Geórgia e Islândia. A ideia é usar a ilusão de ótica como um fator a mais para fazer o motorista reduzir a velocidade e permitir a passagem dos transeuntes.
A uma distância de até 20 metros, lembram elementos de concreto encravados no asfalto. Na Islândia, é onde há os resultados mais positivos. Os atropelamentos caíram 25% nas ruas em que as faixas 3D foram pintadas. No Brasil, existe a expectativa de alcançar percentuais próximos disso. Massa Cinzenta
A cidade brasileira mais populosa a adotar as faixas de pedestres em 3D é Santo André, no ABC Paulista, com mais de 500 mil habitantes. Dois projetos-pilotos foram instalados no município, no final de 2017. O trabalho foi executado por funcionários do Departamento de Engenharia de Tráfego (DET) de Santo André, treinados para esse tipo de pintura.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 22% das mortes no trânsito no mundo são causadas por pedestres atropelados. O Brasil aparece em 5º lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito.

Grafite-se: Relatos Salvajes, Velozes e Incompetentes, 22 de todos os dias, Multa Moral, No lugar da multa, um sorriso!, Grafite são artes públicas, Arte Fora do Museu

Dia Internacional do Voluntário

O Dia Internacional do Voluntário (ou Dia Internacional do Voluntariado) é celebrado anualmente em 5 de dezembro e foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1985. Os voluntários são aquelas pessoas que têm espírito cívico e interesse por ajudar a construir uma sociedade melhor, dedicando para isso parte do seu tempo em trabalhos sociais, sem receber qualquer tipo de remuneração por isso.

No Brasil, o Dia do Voluntário também é celebrado em 28 de agosto, data esta conhecida como Dia Nacional do Voluntariado, e instituída através da Lei nº 7.352, de 28 de agosto de 1985. Calendarr

Imagens: Natalia KelbertVoluntariado Empresarial
Veja também: Voluntário, Coincidence or not, Casas de Mediação, Dia Mundial do Meio Ambiente., Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz – UMAPAZ, Pessoas criativas são mais propensas à depressão e dependência química, Violentamente pacífico, Efeito Borboleta

O Poder Que A Bunda Tem

O Poder Que A Bunda Tem – Caju & Castanha

Dona Raimunda Dona Raimunda

Eu agora vou falar olha o poder que tem a Bunda

Dona Raimunda Dona Raimunda
Eu agora vou falar o poder que tem a Bunda

Nesse verso de humorismo não quero atingir ninguém
Assim arrancar do povo o riso que nos faz o bem
O meu intuito somente é dizer detalhadamente o poder que a Bunda tem

O poder que a Bunda tem

A bunda que me refiro é da mulher com razão
Com seu poder oculto de magia e sedução
Que faz a visão direta deixando a mulher completa
De beleza e perfeição

O poder que a Bunda tem

Com bunda grande e bem feita a mulher se sente bem
Onde passa todos olham, mas a mulher que não tem
Faz um gesto e sai olhando quem sabe até desejando ter
Bunda grande também

O poder que a Bunda tem

Mulher batida sem bunda é a maior negação
Busto pequeno e magrela não tem a mínima atração
Mulher que tem bunda cheia ainda que seja feia
A bunda chama atenção

O poder que a Bunda tem

Mulher magrela é difícil de arranjar um marido
Mas se casa ele diz eu estou arrependido
Com essa cruz que carrego eu estava doido e cego
De casar com pau vestido

O poder que a Bunda tem

Ele enjoa da magrela de relação se atrasa
Pega uma mulher fora na hora quer mandar brasa
Diz com essa eu me derreto não é aquele esqueleto
Que eu tenho na minha casa

O poder que a Bunda tem

Velho que não pode mais nem a de casa procura
Se vê a mulher bunduda diz o minha tanajura
Vamos a de um lugar eu pago só pra pegar
No volume da fartura

O poder que a Bunda tem

A mulher vai pela grana que dele quer receber
Lá no hotel tira tudo o velho pega a tremer
Vendo a tamanha fartura se lambuza na gordura
Mas nada pode fazer

O poder que a Bunda tem

Na minha terra eu conheço uma Francisca Raimunda
Que tem o busto tão grande chega até andar corcunda
O rosto dela é bem feito, mas tem dez quilos de peito
Por trinta e cinco de bunda

O poder que a Bunda tem

Um rapaz muito guloso gostou e casou com ela
Numa cama perfumada os dois se deitaram nela
No começo do programa a moça quebrou a cama
Com o peso da bunda dela

O poder que a Bunda tem

Na alta sociedade se dar coisa interessante
Mulher magrela faz tudo para atrair o amante
Quando o homem não cobiça usa até bunda postiça
Para ficar elegante

O poder que a Bunda tem

O cabra que não conhece diz esta aqui é de luxo
Leva para uma suíte sem saber que é um buxo
Na hora ele se lasca de bunda só tem a casca
E o miolo é todo murcho

O poder que a Bunda tem

E quando perde o prazer diz ele entrei numa fria
Gastei com lanche e suíte uma senhora quantia
Sem saber que aquela calça guardava uma bunda
Falsa com péssima mercadoria

O poder que a Bunda tem

Moça com bunda bem grande com quase tudo de fora
Pela rua onde passa é cantada toda hora
Diz o pilantra: hora veja desta é a que mamãe deseja
Para ser a sua nora

O poder que a Bunda tem

Todo o tipo de piada cai na bunda da mulher
Um diz que coisa gostosa é desta que o papai quer
Outro diz é boa à beça quem tem uma bunda dessa
Só é pobre se quiser

O poder que a Bunda tem

Rapaz que quer se casar, mas não compreende bem
A mãe dele diz meu filho moça magra na convém
Arranje uma gordinha que aquela sua é magrinha
Que até bunda não tem

O poder que a Bunda tem

Mulher pra ser cobiçada não é preciso ser bela
Basta ter a bunda grande empinada como sela
Mesmo casada que seja tem homem até que deseja
Montar na garupa dela

O poder que a Bunda tem

A maioria dos homens gosta de mulher peixão
Busto cheio bunda grande que chame muita atenção
Na hora daquilo bom a carne é filet-mignon
Macia que como um colchão

O poder que a Bunda tem

Mulher de bunda bem feita tem sempre um andar faceiro
Que atrai a simpatia do mais nobre cavalheiro
Que com ela se depara antes de olhar a cara
Olha pra bunda primeiro

O poder que a Bunda tem

A mulher pode ser linda que enfeite uma vidraça
Loira morena ou mulata sem ter distinção de raça
Uma rainha perfeita não tendo bunda bem feita
Perde o valor e a graça

O poder que a Bunda tem

A moça para ser miss não precisa ter riqueza
E sim toda perfeição dos dotes da natureza
Não tendo uma bunda exata não pode ser
Candidata ao concurso de beleza

O poder que a Bunda tem

A mulher mostrara bunda é o que mais ela quer
Não há lei que funcione contra a bunda da mulher
Seja feia, ou seja, bela é propriedade dela e ela
Faz a quem quiser

O poder que a Bunda tem

Vi um homem criticando de uma mulher seminua
Dizendo você é doida mostrando a bunda na rua
Ela disse eu sou sozinha mostro porque ela é minha
Você quiser mostre a sua

O poder que a Bunda tem

Para rainha ou princesa dos blocos de carnaval
Escolhe veia cabrocha que tem a bunda legal
Só representa a escola a que mais se rebola
Mostrando o material

O poder que a Bunda tem

Qualquer setor de negócio é a bunda quem domina
No bar na churrascaria na fábrica e oficina
Pra trair as pessoas tem até mulheres boas
Nos postos de gasolina

O poder que a Bunda tem

Você viaja de ônibus automóvel ou caminhão
Aonde estacionar para lanche ou refeição
As lanchonetes são cheias dessas mulheres sereias
Chamando os homens atenção

O poder que a Bunda tem

Você fica rodeada por Rosa por Marieta
Que lhe serve com agrado cobrando uma nota preta
Mostrando a bunda e o umbigo dizendo o troco é comigo
Pra caixinha da gorjeta

O poder que a Bunda tem

A mulher hoje tornou-se um poderoso instrumento
Usada em todos os negócios pra crescer o movimento
Por isso tem que ser bela mostrando a bunda dela
Nos estabelecimentos

O poder que a Bunda tem

Comerciais de bebidas roupas cigarro e charuto
A mulher exibe a bunda no vídeo mais de um minuto
Sem censura e sem demanda a bunda faz propaganda
Pra vender qualquer produto

O poder que a Bunda tem

Nas companhias aéreas esse transporte excelente
Só aceita aeromoça bonita e inteligente
Com exigidos diplomas que fale três idiomas
E tenha a bunda atraente

O poder que a Bunda tem

Tem homem desempregado que trabalha muito bem
Quando procura emprego o patrão diz com desdém
Se tem mulher boa traga aqui pra mulher tem vaga
Mas para macho não tem

O poder que a Bunda tem

Mulher anjo atraente admirada e querida
Zeladora da família uma jóia preferida
Linda da cabeça ao pé, além disso, ainda é
O seio que nos deu a vida

O poder que a bunda tem

Dona Raimunda Dona Raimunda
Eu agora já falei o poder que tem na bunda

Dona Raimunda Dona Raimunda
Eu agora já falei o poder que tem a bunda

vagalume

Embolarize-se: A Cidade, Novembro Azul, Caju e Castanha, Clarice Lispector do Samba, Clara Nunes., O Último Cine Drive-in, Um dia, um ladrão

Fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, renunciam

Na tarde desta terça-feira (3), os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, anunciaram que estão deixando o controle da empresa-mãe Alphabet para o atual CEO do Google, Sundar Pichai, mas os dois permanecerão empregados da Alphabet e manterão os assentos no conselho.

A Alphabet, no ano de 2015, marcava uma nova estrutura corporativa sem precedentes para o Vale do Silício, em uma época que gigantes da tecnologia estavam acumulando grande poder e consolidando indústrias. A empresa foi projetada para dividir o Google em seu negócio principal, incluindo os mecanismos de pesquisa e outros produtos massivos, além dos braços diversos, como o laboratório X (anteriormente chamada de Moonshot Google X) e agora a auto-unidade motriz Waymo.
Desde a criação da Alphabet, o preço das ações da empresa mais do que dobrou, assim como a receita. O primeiro relatório trimestral de ganhos da Alphabet registrou vendas de US$ 18,7 bilhões, enquanto o mais recente apontou US$ 36,6 bilhões.
“Não poderíamos imaginar que, em 1998, quando transferimos nossos servidores de um dormitório para uma garagem, a jornada se seguiria”. Olhar Digital

2º Pedal Anchieta

O objetivo aqui é, além de um agradecimento sincero a todos que fizeram o Pedal Anchieta acontecer, é aproveitar para mostrar quem são as pessoas físicas e jurídicas responsáveis por esse sonho se tornar realidade. bicicleteiro

Aproximadamente 40 mil ciclistas da Capital e de outras regiões do país desceram a serra em direção à Baixada Santista na manhã deste domingo (1º), na segunda edição do Pedal Anchieta. O evento de cicloturismo é o segundo maior do mundo em número de participantes.

O trajeto começou no Km 9,7 da Via Anchieta e seguiu por essa rodovia até o Km 40, onde os ciclistas passaram pela Interligação Planalto até a Imigrantes. A descida da serra foi feita pela pista Sul da rodovia. Na altura do Km 61, os participantes se dirigiram novamente para a pista Norte da Anchieta, chegando à entrada de Santos por volta das 10h30. A Tribuna On-line

O ‘embrião’ do evento – organizado pela ONG BRCiclos (Instituto de Pesquisas Ambientais e Mobilidade Sustentável) – teve início em 2008. No ano seguinte, já com a participação de mil cilistas, foi batizado de Passeio Cicloturístico da Rota Márcia Prado, em homenagem à ciclista atropelada e morta por um ônibus em plena Avenida Paulista, em São Paulo. Prefeitura de Santos

Bike-se: NÃO É CARRO X BICICLETA., Bicimáquinas, PLANETÁRIO, BICICLETA EMPRESTADA!, FREE ENERGY, NO LUGAR DA MULTA., Batata Frita, o Ladrão de Bicicleta, Uma viagem de bicicleta, hiBike, Kombi House

A blogueirinha e a Joana

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2825413017520908&id=173920672670169

Gabriela Pugliesi, a blogueirinha fit, postou no seu instagram que não tem nada melhor do que: “acordar, meditar, alongar, fazer atividade física, ir pra crioterapia e depois fazer drenagem!” Numa Segunda-feira. Não, ela não está de férias!

Ela recebe pra fazer atividade física, pra publicar as marcas que a patrocinam, pra divulgar a massagista, pra dizer que a vida é “mara” e que ela é muito feliz.

Ela também diz que Cúrcuma e Magnésio são “mara” e que fazem bem “pra tudo”. E aí, a Joana (nome fictício) vê isso.

Ela, Joana, acorda cedo, passa um café rapidinho, corre pro trabalho, come no refeitório do serviço, chega em casa depois das 19h, pega seu material de estudos e corre pro inglês. Volta, come qualquer coisa, e dorme porque “todo dia ela faz tudo sempre igual, se sacode às 6h da manhã”. Então, a Joana que é uma pessoa normal, começa a se sentir fracassada. Triste. Talvez seja falta de cúrcuma ?

Ela não consegue acordar, meditar, alongar, treinar, fazer crioterapia e drenagem.
Enquanto a blogueira faz drenagem, ela já está na segunda reunião. Entregando o quarto relatório do dia. E nem 10min de meditação ela consegue fazer!

E o que que essas blogueiras fazem pra humanidade, além de demonstrar uma vida fictícia que NINGUÉM normal pode ter?

E aí vemos jovens cada dia mais depressivos, pessoas cada vez mais imediatistas, profissionais mais frustrados e, a vida real, que era pra ser a vida realmente boa, mesmo com os seus tropeços, vai sendo vista como uma vilã cruel.

Umas semanas atrás, um “coach de life style” se matou. Um tal de Coach Bueno.
Desses que tinham a vida plena na rede social. Mas a vida real, que é boa mesmo com seus percalços, pesou. E ele não aguentou. Vejam só: a maioria dos influenciadores digitais se consultava com ele.
E ele? Se consultava com quem?

Em tempos de cúrcuma, magnésio, vida “mara”, água com limão de manhã, crioterapia, meditação e life style… eu fico com o churrasco, o arroz (pode até ser com açafrão!) com feijão, a vida em família, a religião, a atividade física moderada, e um brigadeiro, que nunca matou ninguém de decepção.

(Texto: Valéria Araujo)

Dia Nacional do Samba

O Dia Nacional do Samba ou Dia do Samba é comemorado anualmente em 2 de dezembro.

O Dia Nacional do Samba não é uma data comemorativa oficial e foi aprovado como lei estadual do Estado da Guanabara (atual município do Rio de Janeiro), através da Lei n° 554, de 27 julho de 1964.

Na Bahia, também havia um projeto de lei, de 1963, que pretendia instituir o Dia do Samba.

Existem variações do samba com outros estilos músicas, o que se destaca é o Samba Rock, o Samba enredo, o Samba pagode, o Samba carnavalesco, o Samba de gafieira e dentre outros. Calendarr

O samba é o gênero musical que mais representa o Brasil. O brasileiro tem no samba a representação de suas raízes e o gênero identitário do povo, não só o marginalizado.

“Pena que sobreviver de cultura hoje é fazer mesmo por amor”.
“Samba é uma cultura que está na pele, nos costumes, na religiosidade”.

A comunidade só tem a ganhar, com a cultura chegando à sua porta de forma espontânea e gratuita”, avalia Negro Vatto, integrante do grupo Samba na Comunidade. Correio Brasiliense

O pesquisador Eduardo Pontin, do Instituto Glória ao Samba (IGS), idealizou um projeto, convidou o sambista e pesquisador Fernando Paiva, também do IGS, para auxiliar a coordenar o projeto, assim, os dois passaram a convocar os maiores pensadores sobre o tema, como Sérgio Cabral, Haroldo Costa, Nei Lopes e Rachel Valença, além de sambistas consagrados, como Cristina Buarque, que se lembraram de 183 livros. Dessa maneira, entre setembro e novembro do ano corrente, 80 especialistas diretamente ligados ao gênero escolheram 10 livros que considerassem ser os mais relevantes da historiografia do tema ou os mais importantes para as suas formações. O resultado é o projeto 50 Livros essenciais da literatura do Samba, que irá se tornar livro pelo IGS. Francisca Sousa – GGN

Não deixe o Samba morrer: Clarice Lispector do Samba, Clara Nunes., Dia da consciência negra e dos seres humanos, De Jobim a Hermeto, JEITO PIRITUBA, CarnaDoria, Monólogo Ao Pé do Ouvido / Banditismo Por Uma Questão de Classe, LIESA, Camarão Que Dorme a Onda Leva

A gente sempre soube.


Todos os indícios — e não há como negar vídeos, esconder ferimentos e calar depoimentos — mostram que a operação Pancadão foi mais uma lamentável demonstração do retrocesso civilizatório que atingiu o país depois das eleições de 2018. A violência policial, os abusos das autoridades que têm a força e o desrespeito em relação a direitos humanos estão, aos poucos, sendo naturalizados. Discute-se o excludente de ilicitude — na verdade, uma licença policial para matar — como se fosse banalidade. Helena Chagas – Brasil 247
Não é. Mas a brutalidade, estimulada pelo poder público, passou a ser aceita por alguns, na ilusão de que ela só atinge os “bandidos” nas periferias, e que eles merecem. Nao é assim. Um dia, o seu filho pode estar no baile. E, se não houver um freio a essa onda por parte de quem foi eleito para governar para todos, um dia ela vai engoli-los também.

Com mais de 100 mil habitantes, Paraisópolis é a segunda maior comunidade de São Paulo, atrás apenas de Heliópolis. O pancadão em que as mortes ocorreram se chama Dz7, conhecido também como Paraíso do Mal, e é um dos maiores de São Paulo. Segundo a PM, havia cerca de 5.000 pessoas no momento das mortes.

Esse tipo de evento ocorre de maneira relativamente descentralizada, principalmente nas periferias de cidades paulistas. Pessoas levam carros com potentes aparelhos de som para a rua, onde música e festa ocorrem pela madrugada.

O fenômeno cultural desperta debates sobre a vida em sociedade. De um lado, há moradores que reclamam do barulho e das aglomerações. De outro, há uma juventude sem acesso a lazer. Desde o início do ano, o governo de São Paulo vem tomando medidas mais enérgicas para tentar suprimir as centenas de pancadões que ocorrem na cidade.

Segundo relatos de dezenas de moradores colhidos pelo site de jornalismo especializado em direitos humanos Ponte Jornalismo, a ação policial ocorreu após cerca de um mês de ameaças de policiais aos moradores.

O sargento da PM Ronald Ruas Silva foi morto em uma troca de tiros na avenida Professor Alcebíades Delamare, próxima a Paraisópolis, no dia 1º de novembro. Depois disso, a PM anunciou uma “operação saturação” na área. Ou seja, uma ação com presença de um grande contingente de policiais.

Segundo relatos obtidos pela Ponte Jornalismo, a polícia estaria, desde então, constrangendo moradores. Ao site a PM afirmou que “faz rondas diárias na região da ocorrência para aumentar a sensação de segurança da população e como medida de prevenção às práticas criminosas”.

Ao vencer a disputa pela prefeitura de São Paulo em 2016, João Doria (PSDB) definiu os pancadões como um “cancro que destrói a sociedade”, e disse que esses eventos eram administrados pela facção PCC (Primeiro Comando da Capital). NEXO JORNAL LTDA.
Joselicio Junior: “Mesmo recheado de contradições, de apropriações pela indústria cultural, de apropriação até mesmo do crime organizado, em alguma medida a transgressão de jovens através dos pancadões tem um caráter insurgente e antissistêmico”
O samba, que hoje é exaltado como um símbolo de nossa identidade nacional, tem suas origens nas senzalas, nos quilombos, na cultura de resistência produzida pelo povo negro e não por acaso, por muitos anos, reprimido duramente pelas forças repressoras do Estado. Basta pesquisar o depoimento de sambistas mais velhos, para ouvir relatos da repressão policial em rodas de samba e desfiles. Os cordões carnavalescos paulistas do início do século XX também eram reprimidos pelo Estado, assim como os estereótipos do malandro, do vadio, sempre foram usados como pretextos para a ação violenta. Joselicio Junior

Os cegos do castelo

Ainda bastante impactado pelas cenas chocantes e brutais da ação policial de repressão ao baile funk em Paraisópolis, na cidade de São Paulo, lembro que hoje é o Dia Nacional do Samba e, inevitavelmente, começo a traçar paralelos entre o samba e o funk.

O samba, que hoje é exaltado como um símbolo de nossa identidade nacional, tem suas origens nas senzalas, nos quilombos, na cultura de resistência produzida pelo povo negro e não por acaso, por muitos anos, reprimido duramente pelas forças repressoras do Estado. Basta pesquisar o depoimento de sambistas mais velhos, para ouvir relatos da repressão policial em rodas de samba e desfiles. Os cordões carnavalescos paulistas do início do século XX também eram reprimidos pelo Estado, assim como os estereótipos do malandro, do vadio, sempre foram usados como pretextos para a ação violenta.

Nos anos 80, os jovens que se reuniam na região central para dar os primeiros passos da cultura hip hop no Brasil também eram reprimidos, sem contar os inúmeros eventos que foram impedidos ou reprimidos nas quebradas.

O funk tem a mesma origem do samba, suas raízes estão no batuque, na batida do maculelê, “é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado”, como descrevem Amilcka e Chocolate na música “Som de Preto”. Um ritmo dançante, envolvente e que se tornou uma grande expressão cultural da juventude e se ramificou em diversas vertentes, que vão da ostentação, proibidão, melody, ousado, vida real entre vários outros.

Há várias críticas ao funk por conteúdos sexistas, machistas, objetificação das mulheres, ostentação ao crime, ostentação ao consumismo. Críticas que também cabem a outros estilos musicais. Porém, ganham mais potência em relação funk, o que gera uma criminalização da cultura. Como qualquer outra expressão cultural, o funk é fruto do seu tempo e externaliza também as contradições do seu tempo, em alguma medida, é a explosão de uma juventude duramente reprimida em seu cotidiano, uma válvula de escape, uma busca por pertencimento. Portanto, a repressão não será capaz de acabar com essa cultura, pelo contrário, alimenta um espírito de corpo.

Que o Dia Nacional do Samba também nos sirva de reflexão. Se o samba não pode morrer, como exaltou Aloisio Silva e Edson Conceição em 1975, através da linda interpretação de Alcione, que o hip hop, o funk e tantas outras expressões culturais de resistência do nosso povo também permaneçam vivas, mas sobretudo que nosso povo, nossa juventude permaneça viva e tenha direito a um futuro.

Minha solidariedade aos familiares das vítimas, aos feridos fisicamente e psicologicamente. Força à toda comunidade de Paraisópolis! Revista Forum

Funk-se: The policeman, negro e da periferia?!?, Os cegos do castelo, Alexandra Baldeh Loras, Preconceito, é preciso admitir!?!, Jesus do Funk, MC SOFFIA, Isso é normal?, Exu tranca-copa, Bolsa família, Mas que dogs, PANCADARIA DO Ó, Mulheres ou Bruxas?

Cavalo louco

Cavalo Louco (ou Doido, Crazy Horse ou Tashunkewitko no idioma original Lakota) viveu em uma época dramática para os índios norte-americanos. A Guerra Mexicano-Americana (1846–1848), as sucessivas descobertas de ouro e a necessidade de ocupar as terras do oeste norte-americano, acarretaram enxurradas de militares, colonos, aventureiros e mineradores às — “protegidas” por decreto, o Tratado do Forte Laramie (1868), — terras indígenas.


Estima-se que existiam entre 20 e 30 milhões de índios na América do Norte quando os primeiros colonos europeus desembarcaram, mas, ao final do século XIX, esse número teria sido reduzido a apenas 2 milhões.
Embora tenha ocorrido um morticínio indígena durante séculos, no séc. XIX os índios sofreram sucessivas “intervenções controladas” por parte do governo estadunidense que resultaram na extinção de diversas culturas pré-colombianas.


Cavalo Louco decidiu viver livre e morreu jovem, aos 35 anos. Incrível História
Devido ao seu excelente desempenho nas batalhas e suas muitas vitórias contra tribos inimigas, Crazy Horse foi considerado um herói indígena. Foi-se observado também que ele, mesmo tendo a chance, muitas vezes se absteve de matar e apenas golpeou o inimigo. Guerreiros Sioux
Ao lado de Touro Sentado, Cavalo Louco conduziu seus guerreiros durante a batalha de Little Bighorn, onde morreu o célebre General Custer. Cavalo Louco foi um respeitado ameríndio Sioux, líder militar da tribo dos Oglala Lakota. Seu povo além de lutar contra a Cavalaria americana também vencera várias tribos rivais. A história do povo Sioux é contada no belo filme “Enterrem meu Coração na Curva do Rio” lançado em 2007. Obvious
Mas há porém que se lançar sobre os povos indígenas, um olhar que passe ao largo do estigmas de apenas vítimas ou então selvagens antropófagos. Os índios já foram sacralizados e demonizados conforme a época e o interesse político das américas colonizadas. Mas os indígenas foram antes de tudo seres humanos que viviam em grupos sociais que também poderiam se chamar, antes dos povos do velho continente aqui chegarem; de nação, com suas crenças e seus costumes. E, como humanos que eram também gostavam das disputas entre si, eram povos guerreiros. Quando o homem branco chegou, se encantaram com as facilidades e também com os vícios do mundo civilizado mas ao que tudo indica, fizemos mais mal à eles do que eles à nós.

Cavalo Louco possui uma extensa biografia sobre suas atuações militares. Ficou conhecido por rechaçar toda uma força do exército americano, fazendo parte assim da grande vitória indígena na Batalha de Little BigHorn, durante a Guerra Sioux, ao lado de Touro Sentado. Cavalo Louco acabou se rendendo ao exército. 4 meses depois, foi morto por um guarda em sua cela.
A expansão territorial dos Estados Unidos custou a vida e a terra dos índios. Nuvem Vermelha disse uma vez: Radio Yandê
”Fizeram-nos muitas promessas, mais do que eu posso lembrar. Mas eles nunca as cumpriram, menos uma: prometeram tomar nossa terra e a tomaram”

A fala “Today is a good day to die”, ou “hoje é um bom dia para morrer” muito usada pelos Klingons de Star Trek, foi primeiramente dita em Pequeno Grande Homem pelo Old Lodge Skins, interpretado por Chief Dan George. Adoro Cinema

Humanize-se: The Lone Ranger, A, Os índios nos gibis., Era da Pilhagem, Erva Mate, Bandeirantes Modernos, Humans, A Odisseia dos Tontos, Manual dos remédios tradicionais Yanomami