Bidu Sayão

A primeira paixão de Bidu Sayão não foi a música, mas o teatro. Encantada com as apresentações do ator Procópio Ferreira (1898-1979), ela passou a sonhar com o palco. Mas como a família não via com bons olhos o meio teatral, precisou buscar outra alternativa para se aproximar das artes. Estudar canto lírico lhe pareceu a solução ideal: estaria praticando a interpretação em uma área mais valorizada socialmente. Conertino

No início do século XX, a ópera era uma das principais atividades artísticas, especialmente pela Temporada Lírica Oficial, que ocorria nos maiores teatros nacionais.

Confira aqui linda interpretação de Bidu para O Mio Babbino Caro. http://youtu.be/LNHf26uNfok

No auge da carreira, a maior cantora lírica brasileira decidiu deixar de vez os palcos e as gravações em 1958. Não queria ser lembrada em decadência, mas sim no apogeu da glória. Somente um pedido de Villa-Lobos a fez voltar à ativa, para interpretar a suíte “Floresta do Amazonas”, em 1959. Os dois subiram juntos ao palco do Carnegie Hall, onde o público assistiu, sem saber, à última apresentação tanto da cantora quanto do maestro e compositor, que faleceu no fim daquele ano.

A National Academy of Recording Arts and Sciences dedicou uma placa à gravação de “Bachianas Brasileiras nº 5”, feita por Bidú Sayão e Villa-Lobos. Foi a primeira gravação de música clássica selecionada para o Hall of Fame.

Confira a interpretação de Bidu Sayão para a “Cantilena”, da Bachianas Brasileiras nº 5, de Heitor Villa-Lobos. http://youtu.be/bLZD0XplYrI


Bidú Sayão (1902-1999) foi a soprano brasileira de maior popularidade e prestígio no mundo. Arthur Dapieve apresenta algumas de suas gravações marcantes, como a da ária e da cantilena da Bachiana brasileira nº 5, de Villa-Lobos. Parte dos registros selecionados foi feita à frente da orquestra do Metropolitan de Nova York, um dos mais importantes palcos operísticos. rádio batuta
A soprano carioca Bidu Sayão (1902-1999), descoberta pelo maestro Arturo Toscanini na Itália quando ainda dirigia o Scala de Milão e depois por ele introduzida no Metropolitan Opera House de Nova York, onde reinou soberana em 242 performances líricas em doze papéis entre 1937 e 1952, tinha três paixões: a música, as joias e os casacos de pele.

O livro Bidu: Paixão e Determinação, de Denis Allan Daniel, fã confesso, esclarece vários pontos obscuros relacionados com Bidu. Seu nascimento, por exemplo, que ela dizia ser 1904, é agora definitivamente fixado: Balduína de Oliveira Sayão detestava seu nome de batismo e adotou seu apelido de família, virou Bidu Sayão. E nasceu em 11 de maio de 1902, na Praça Tiradentes, número 36, Rio de Janeiro. João Marcos Coelho* – Especial para o Estado

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