Mapa dos ecossistemas intactos da Terra

Bilhões de anos se passaram, incontáveis espécies surgiram e desapareceram, mas bastou apenas uma para colocar em risco toda a história evolutiva da Terra ao espalhar a destruição e degradação do meio ambiente.

Apesar dos esforços de conservação e proteção ambiental nas últimas décadas, menos de um terço das áreas terrestres do Planeta permanecem selvagens, sem impacto de atividades humanas, e esses remanescentes da natureza estão sob risco crescente. Vanessa Barbosa5 nov 2018, 14h19Exame

O primeiro mapa dos ecossistemas intactos da Terra, resultado de uma pesquisa da Universidade de Queensland e da Wildlife Conservation Society (WCS), mostrou que apenas cinco países detêm 70% das áreas inexploradas do mundo.

De acordo com o relatório, os países com mais territórios intocados são Austrália, Estados Unidos, Brasil, Rússia e Canadá e o objetivo é que estas nações trabalhem em conjunto para que isso continue assim. Apesar de esta parecer ser uma boa notícia, ela é também é preocupante pois mostra que mais de 77% das terras – excluindo a Antártica – e 87% dos oceanos já foram muito modificados pela intervenção humana. Vivimetaliun

Há um século, apenas 15% da superfície da Terra era usada para cultivar e criar gado, ressalta o estudo publicado na revista científica Nature, atualmente, apenas 23% da massa terrestre do mundo ainda pode ser considerada selvagem.

Os pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e da Wildlife Conservation Society (Sociedade de Conservação da Vida Selvagem) criaram um mapa global utilizando indicadores como terras de cultivo, pastagens e densidade populacional e descobriram que apenas 20 países são os responsáveis por 94% da região selvagem no mundo. Época Negócios Online

A preservação da Amazônia sempre foi motivo de preocupação, no entanto, os números do último ano assustam. Em 365 dias, o desmatamento no pulmão verde da Terra cresceu quase 60%.

Os dados são do sistema DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também mostrou perda de 762,3 km² de mata nativa. Trocando em miúdos, o Brasil atingiu o pior registro desde 2016. Nunca se desmatou tanto, entre janeiro e junho de 2018, 735,8 km² de floresta destruída. hypeness

Os especialistas em conservação ambiental defendem que ecossistemas remanescentes em regiões degradadas têm uma preservação prioritária pois oferecem benefícios mais diretos para a saúde humana e para o desenvolvimento turístico.

As áreas intactas abrigam espécies em uma abundância próxima ao natural – resguardando informações genéticas e processos ecológicos que sustentam a biodiversidade em uma escala de tempo evolutiva.

Por exemplo, no mar, são as áreas virgens que ainda têm populações viáveis de grandes predadores como o atum, o marlim e os tubarões, lembram os autores do artigo na Nature.

Ecossistemas intactos também amortecem desastres naturais e eventos climáticos extremos, do nível local ao global.

“Simulações de tsunamis, por exemplo, indicam que os recifes de corais saudáveis oferecem ao menos duas vezes mais proteção do que os altamente degradados”, escrevem os pesquisadores.

Estas áreas são importantes ainda diante das mudanças climáticas – por exemplo, por estocarem carbono em larga escala.

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