Trabalho e desigualdade social na contemporaneidade: reflexões sobre os agentes de limpeza pública

Em 2013, trabalhando como gari concursado em Pirpirituba, município localizado no Brejo da Paraíba, Ednilson Silva decidiu entrar no ensino superior. Foi aprovado no curso de história da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e seguiu trabalhando e estudando durante cinco anos. Neste mês de junho, utilizando a farda que veste diariamente na função, defendeu o trabalho de conclusão de curso (TCC). O tema foi a “invisibilidade” dos agentes públicos de limpeza. G1


Ednilson concilia a profissão com o curso desde 2014, quando foi aprovado no vestibular. A rotina também envolvia cuidar da família formada pela esposa Thaís e a filha Laís, de apenas dois anos. Agora, Ednilson pensa em seguir a carreira acadêmica. LeiaJá

Gabriel Pitta, um jovem baiano que desde a infância ajudou a mãe em Salvador a vender doces e salgadinhos para festas, e que agora estreou nas passarelas da São Paulo Fashion Week como modelo.

A carreira nas passarelas começou há pouco tempo, em 2016,quando tinha somente 15 anos, já participou de editoriais em revistas como Vogue, GQ e Marie Claire. Em seu início, há dois anos, Gabriel ganhou o concurso Beleza Black, na capital baiana, e ao longo de dois anos conciliou seu trabalho como modelo com a ajuda que oferecia para a mãe nos quitutes. Vivimetaliun

O psicólogo Fernando Braga da Costa como parte da pesquisa do seu doutorado trabalhou junto com os garis da Universidade de São Paulo, não conseguiu ser reconhecido por seus professores e amigos de curso. Não foi rejeitado, era como não existisse. Na convivência com os trabalhadores, compartilhou o sofrimento vivido por eles nas situações de humilhação pelas quais passavam cotidianamente.

A invisibilidade social é um fenômeno da neurose de classe para discriminar certas pessoas que ficam invisíveis através de preconceitos estéticos, culturais, sociais e econômicos. Essa arrogância opera nos planos mentais do consciente e do inconsciente, o resultado disso é que pessoas com atividades consideradas inferiores permanecem como seres imperceptíveis. Jackson César BuonocorePsicologias do Brasil

2 respostas para “Trabalho e desigualdade social na contemporaneidade: reflexões sobre os agentes de limpeza pública”

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