Suíça, veneno aqui não!!!

“Não posso escolher o presidente do Brasil, mas posso escolher o que vou comer.” Presidente do grupo Paradiset, Johannes Cullberg

Do total de 197 agrotóxicos já autorizados neste ano pelo Ministério da Agricultura, 26% são proibidos na União Europeia, em razão dos riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

A Paradiset é a maior rede de produtos orgânicos da Escandinávia. Ela já retirou de suas prateleiras os seguintes produtos brasileiros: quatro diferentes tipos de melão, melancia, papaya, limão, manga, água de coco e duas marcas de café, além de uma barra de chocolate que contém 76% de cacau brasileiro em sua composição.

“Não podemos em sã consciência continuar a oferecer alimentos do Brasil a nossos consumidores, num momento em que tanto a quantidade como o ritmo da aprovação de novos agrotóxicos aumenta drasticamente no país. Decidimos portanto retirar os produtos de nossas prateleiras”, disse Johannes Cullberg em comunicado divulgado à imprensa sueca e publicado com destaque pelo Dagens Nyheter, um dos maiores jornais do país.

“Não temos carne brasileira em nossas lojas, e certamente não iremos comprar”, acrescentou Alexander Elling, assessor de comunicação da Paradiset. Blog da Cidadania

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) alertou que, mesmo que alguns dos efeitos de intoxicação por agrotóxicos sejam classificados como medianos ou pouco tóxicos, não se deve perder de vista os “efeitos crônicos que podem ocorrer meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em doenças congênitas” como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

A Syngenta, uma das líderes do mercado mundial de agrotóxicos, tem sede em São Paulo. Mas, como endereço de fabricação do fungicida Elatus Trio — um dos cinco produtos da multinacional aprovados neste ano – constam localidades na Alemanha, Reino Unido, Suíça e China. Nenhuma no Brasil. Empresas de países como China, Índia, Japão e Estados Unidos estão entre as que garantiram novas permissões de comercialização no Brasil em 2019.
Os agrotóxicos recém aprovados que chegarão à mesa do brasileiro virão de fora. Levantamento inédito da Agência Pública e Repórter Brasil identificou que, dos 166 pesticidas com registros aprovados e publicados no Diário Oficial da União neste ano, apenas 64 foram para empresas brasileiras. Mas a participação nacional é ainda menor na fabricação dos produtos. Só 36 registros têm pelo menos uma cidade brasileira como endereço de fabricação do agrotóxico ou do ingrediente ativo. E somente nove – ou 5% – são totalmente produzidos no Brasil. Pedro Grigori – amazônia

Apenas cerca de 26% dos produtos ativos (matéria-prima para o agrotóxico) usados na agricultura brasileira são produzidos no país, segundo quadro de Produção, Importação, Exportação e Vendas de Ingredientes Ativos de 2017 publicado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo companhias brasileiras e especialistas ouvidos pela reportagem, a pouca participação nacional no mercado é resultado do menor custo para produção dos produtos vindos de fora, da falta de tecnologia e de equipamentos para sintetizar os ingredientes ativos no Brasil, há a dificuldade de competir com gigantes do mercado de agrotóxicos, atraídas por incentivos fiscais. Desde 2004, a Lei nº 10.925 reduziu a zero as alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS para importação e comercialização de fertilizantes e agrotóxicos e têm, ainda, redução de 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

Parte do bolo envenenado é divido por políticos descomprometidos com a saúde pública que, ironicamente, junto de suas famílias, serão impactados com os venenos que liberam, uma vez que os mesmos não têm fronteiras sociais e contaminam as águas, os alimentos, os solos e o ar de todos os habitantes do planeta. Naturalmente, cada estrato social é afetado em intensidades diferentes, mas todos são atingidos em algum grau. Isso é uma insensatez humana inexplicável uma vez que não há dinheiro que consiga curar o câncer ou o autismo e essas doenças estão cada vez mais próximas de todos nós. Elaine de Azevedo – LE MONDE DIPLOMATIQUE

Uma resposta para “Suíça, veneno aqui não!!!”

  1. A nação brasileira ainda não percebeu ou ainda não entendeu que ela vem sendo massacrada progressivamente em uma guerra desproporcional não declarada.
    Estamos vivendo sob o estado de guerra assimétrica onde um lado tem todos os poderes e todas as forças do país a seu favor e o outro lado, que é o povo brasileiro, não tem nada ao seu lado.
    Até alguns que eram povo até outro dia agora travestidos em suas fardas agem para agredir e abater as pessoas de nossa nação.

    PREJUÍZOS NESTA CANALHA QUE APENAS ESTÁ AÍ PARA NOS FO*ER
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2019/06/07/prejuizos-nesta-canalha-que-apenas-esta-ai-para-nos-foer/

    …Nesta situação de hoje do Brasil o que se vê claramente é que os poderosos endinheirados desta “elite branca” dominante, que detém 90% de todo o poder econômico do país, não tem mais nenhum escrúpulo em esconder o seu ódio pelos pobres, que são os 99% da população brasileira.

    Estamos definitivamente vivendo uma guerra assimétrica não declarada, na qual todas as instituições e todos os poderes da República, apoiados pelas entidades patronais mais diversas e pelos meios de comunicação em geral, estão definitivamente dispostos a destruir os menos favorecidos neste país. …

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