A arte de culpar

“É um momento de compartilhar a dor, oferecer o ombro e não evitar a pessoa enlutada. Em casos de mortes trágicas, às vezes a gente acha melhor não falar nada, mas isso é mais para evitar o nosso próprio mal-estar em torno da morte. Porque, para a pessoa enlutada, falar a respeito pode ser um alívio”, diz o psiquiatra Daniel Martins de Barros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC). BBC

A cada 40 segundos, alguém comete suicídio. A OMS estima que mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida anualmente. No Brasil, são cerca de 11 mil casos, segundo o Ministério da Saúde. Marco Aurélio Canônico


Uma análise do período compreendido entre 1998 e 2010 apontou que mais de 30 mil pessoas se suicidaram no Japão em cada ano desse intervalo, taxa que, aproximadamente, continua se aplicando até o presente. Cerca de 20% dos suicídios se devem a motivos econômicos e 60% a motivos relacionados com a saúde física e a depressão, conforme recente pesquisa do governo.
O prelado observa que a abundância de riquezas materiais e o acesso aos frutos de um desenvolvimento tecnológico extraordinário são insuficientes para levar ao enriquecimento da alma. A sociedade japonesa focou no desenvolvimento material e relegou a espiritualidade e a religiosidade a um plano periférico da vida cotidiana, levando as pessoas a se isolarem e se sentirem vazias, sem significado existencial. E é sabido que o isolamento e o vazio de alma estão entre as principais causas do desespero que, no extremo, leva a dar fim à própria vida. Aleteia
Partindo da premissa de que o comportamento juvenil é notoriamente influenciável pelas abordagens da mídia sobre temas de seu interesse, a Organização Mundial da Saúde e a organização norte-americana Aliança Nacional de Ação pela Prevenção do Suicídio lançaram recomendações sobre as formas como o suicídio deve ser tratado em produções de cinema e televisão, a empresa que veicula a série afirmou que está analisando o estudo recém-divulgado e que vem “lidando de maneira responsável com essa questão sensível“, mas também retrucou que a pesquisa em questão contradiz outro estudo, da Universidade da Pensilvânia, segundo o qual os jovens que acompanharam a segunda temporada da série se declararam menos propensos a suicidar-se. BBC BR
As críticas por parte dos assim chamados especialistas em entretenimento foram em geral positivas, porque, supostamente, a produção incentivaria a conscientização sobre temas como estupro, bullying e autoflagelação. Aleteia
“É um tema muito delicado. Se você fala demais sobre ele, é um problema; se você fala pouco, também”, diz o americano Andrew Solomon, e afirma que a sociedade costuma culpar as próprias vítimas por terem depressão. Como se evita isso?

“Muitas vezes a família estendida e os amigos se afastam ou não sabem como falar do tema, deixando essas pessoas em situação de grande vulnerabilidade.” relata a psicóloga Karen Scavacini, mediadora do grupo de apoio, destinado a pessoas enlutadas pelo suicídio.

Essa vulnerabilidade se reflete no fato de que parentes e pessoas próximas de suicidas têm risco até dez vezes maior do que o restante da população de, eles próprios, tentarem tirar a própria vida.

E isso só será mitigado, segundo especialistas consultados pela BBC News Brasil, se a sociedade combater o estigma que envolve o suicídio e a saúde mental, bem como deixar de buscar “a causa” ou “o culpado” pela morte – que é multicausal e às vezes decidida de modo impulsivo, em um momento de desespero. Paula Adamo Idoeta – @paulaidoeta

‘Não vamos encontrar causas’

“Se você está ouvindo esta fita, você é um dos porquês…”. É assim que Hannah Baker, protagonista da série 13 Reasons Why (em português, “Os 13 porquês”), da Netflix, inicia seu primeiro monólogo ao explicar as razões que a levaram ao suicídio, Mais do que suicídio, “Os 13 porquês” fala da necessidade de ser ouvido. CVV

Mude conceitos, você pode e deve: CVV, Efeito Werther, A MEDITAÇÃO E SEU CERÉBRO, SAUDAÇÃO AO SOL, RESERVE™, OS JOVENS, O SUICÍDIO E A AUTOMUTILAÇÃO, VANUSA SABBATH, EM BUSCA DA VERDADE, LIVROS QUE ENSINAM AS CRIANCAS CUIDAR DO PLANETA, MEDO?, ATARI 2600, VIDACELL®, I WILL SURVIVE, HO’OPONOPONO, BESOURINHA, OS CINCO PRINCÍPIOS DE BEM VIVER, Love vigilantes, Setembro Amarelo

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