Monólogo das mãos

 

Monólogo das Mãos. Bibi FerreiraYoutube

Poeta, radialista e jornalista, natural de Paraíba do Sul, RJ, Giuseppe Ghiaroni, por volta de 1940, radicou-se no Rio de Janeiro, onde trabalhou na redação de A Noite e na Rádio Nacional.

“Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina.” Cora Coralina – Arte da Sereia

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Epígrafe

Fechada e levantada representa força, poder, opinião. Suave como uma bailarina, ela desliza, ela valseia, ela dança, ela medica as chagas, ela enxuga as lágrimas alheias e também as suas escondendo-as por vezes dentro da vergonha da mais profunda solidão da total incapacidade de amar. Mas também com as mãos nós atiramos o beijo, uma pedra, uma flor, uma granada, uma esmola, uma bomba. Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista vem e incendeia. Com as mãos, nós construímos o salva-vidas dos canhões, os bálsamos, os instrumentos de tortura, os venenos, os remédios, a arma que fere e o bisturi que salva. Com as mãos o herói impunha a espada e o carrasco acorda. Com as mãos nós tapamos a vista para não ver e é justamente com elas que protegemos a vista para ver melhor. Os olhos dos cegos são as mãos, os mudos falam com as…

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