Francisco Everardo Oliveira Silva Tiradentes

“Temer errou e tem que pagar. Não preciso e nem quero favores do governo”. Diário do Brasil

Na eleição vergonhosa que votou pela absolvição do presidente Michel Temer a voz de Tiririca nadou contra a corrente e chamou a atenção dos deputados que trocaram suas convicções políticas em troca de R$ 16 bilhões em verbas.

Para se livrar de denúncias na Câmara, Michel Temer liberou R$ 3,4 bilhões em emendas parlamentares apenas entre junho e julho, valor que equivale a 97% das emendas repassadas ao longo do ano; R$ 1,6 bilhão foram repassados apenas na semana anterior à votação na CCJ, entre 5 e 12 de julho, em que ele saiu vitorioso; na última sexta, Temer disse que “a população vai entender” o aumento de impostos nos combustíveis anunciado por ele. Brasil247

A equipe econômica optou pelo aumento do PIS/Cofins porque a entrada de recursos nas contas públicas é imediato, em vez de demorar 90 dias como no caso da Cide. Outra vantagem é que o tributo reajustado não é dividido com Estados e municípios. A opção desagradou os prefeitos. “A crise afeta todos os entes federados e as soluções deveriam contemplar esse cenário”, disse a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que reclamou do egoísmo do governo federal ao elevar um tributo que não é compartilhado com os municípiosPragmatismo Politico

Chamado para dar seu voto o deputado Francisco Everardo, mais conhecido como Tiririca surpreendeu a Câmara dos Deputados com estas palavras fortes:
“Estou com o povo. Eu sou do povo. Deus é contra injustiça. Eu não posso fechar os meus olhos pra tudo isso. Meu partido pediu pra votar a favor do Temer, mas eu não vou fazer isso. Posso até perder meu mandato. Posso até voltar pro circo. Mas não faço o povo de palhaço. Eu voto contra  o Temer. Eu voto a favor do Brasil. Se ele não é culpado que prove sua inocência. Só acho estranho quem se diz inocente gastar bilhões do dinheiro público pra pedir voto aos deputados. Eu devo ser muito burro mesmo. Não entendo a lógica destes políticos. Nem quero entender”. Via Whatsapp

http://goo.gl/ZLVCDF

“Às vezes pego voo que vai deputado junto e eles vão disfarçados […] eu ando de cabeça erguida […] não tenho vergonha de ser quem sou.” 

No caso da votação parece fazer sentido pensar que alguns deputados tenham votado motivados também por medo de sofrerem retaliações de seus “aliados” ou financiadores. Mas de onde vem esse medo? Não soa contraditório afirmar que nasce e se desenvolve a partir de atos ilícitos ou moralmente ofensivos cometidos pelos representantes. O fato do político ter cometido algum ato ilícito eleva o sentimento de medo e consequentemente aumenta a busca de autoproteção. Eduardo Tavares de Farias

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