Nise – O Coração da Loucura

Tela de Emygdio de Barros. Do acervo do Museu do Inconsciente, no Rio, que apresenta obras de pacientes psiquiátricos de Nise da Silveira – Las Españas – Una Corona – Varios Reinos

Se existe um nome fundamental na história da psiquiatria brasileira é Nise da Silveira. “Nise – O Coração da Loucura” transporta para as telas a história da alagoana que foi aluna de Carl Jung e usou a arte para transformar a vida de pacientes. Anderson Gonçalves – Gazeta do Povo

O tratamento psiquiátrico padrão à época, nos anos 1940, que incluía a aplicação de choques elétricos, camisas de força, isolamento, lobotomia e injeções de insulina, no lugar, ela passou a incentivar os pacientes a usar a arte para se comunicar.

Raphael Domingues (1912-1979) e Emygdio de Barros (1895-1986) frequentaram o ateliê de artes do Setor de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação mantido no Centro Psiquiátrico Nacional, hoje Instituto Municipal Nise da Silveira. ANTONIO GONÇALVES FILHO – O Estado de S.Paulo

O Museu de Imagens do Inconsciente (MII) tornou-se conhecido em todo o mundo e suas pesquisas deram origem a exposições, filmes, documentários, simpósios, conferências e cursos, tanto no que se refere à terapêutica ocupacional, quanto à importância das imagens do inconsciente na compreensão do mundo interior do esquizofrênico. Luiz Gonzaga Pereira dos Santos – Psicologia: Ciência e Profissão

Os gatos são excelentes companheiros de estudos, amam o silêncio e cultivam a concentração. Nise da Silveira. Uma mulher à frente do seu tempo. Centro Cultural do Ministério da Saúde

Ficou presa por mais de um ano, denunciada por manter em sua biblioteca livros considerados subversivos. No presídio conviveu com o escritor Graciliano Ramos, que narrou essa amizade em seu livro “Memórias do Cárcere”. Canal Ciência

Por meio da criação de um ateliê e do estímulo ao afeto entre os pacientes através do convívio com cães e gatos, a médica foi capaz de questionar as contradições do sistema psiquiátrico da época, baseado na exclusão e na violência. Laís Modelli – Revista Cult

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