Nada se cria, tudo se copia!

Cinco casos de fraude científica – incluindo plágio e fabricação de dados – foram divulgados nesta terça pela Fapesp, fundação pública que financia a pesquisa científica no Estado de São Paulo. Desde o lançamento do Código de Boas Práticas Científicas, em 2011, é a primeira vez que a instituição expõe conclusões de investigações. A medida é inédita no Brasil. Estadão

cienciadenisealves

“É importante que os recursos para pesquisa não caiam em mãos erradas. A divulgação dos nomes ajudará a coibir as violações de boas práticas”. (Sérgio Pena, um dos autores do guia Rigor e Integridade na
Condução da Pesquisa Científica, da Academia Brasileira de Ciências – ABC)

thebeagles

O Brasil apareceu no mapa da fraude cientifica mundial pela primeira vez com o caso de Denis de Jesus Lima Guerrater por ter forjado onze artigos anulados pela Elsevier, maior editora científica do mundo, conforme publicou a revista Piauí, de 2011. (olhar direto)

arardilla

CalvinAndHobbespalgio

“Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”, Lei de Lavoisier. Sobrevivendo na Ciência

ratos-de-laboratorio

Veja também: Umbrella Corporation, Mão Santa, Como a indústria do fumo enganou as pessoas?, A máscara e algumas verdades, Turbina eólica caseira, Demãos dadas, A Ultima Ceia, Fusca híbrido, Free Energy, Veneno ecológico para matar ratos., Quem matou o carro elétrico?, Recadastramento Eleitoral Biométrico, Pegadinhas do Marco Civil da Internet, Sheherazade e a Secom, Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa

10 respostas para “Nada se cria, tudo se copia!”

  1. Prezado Sr.
    Meu nome foi mencionado na sua página e, solicito por favor, colocar a minha defesa, descrita abaixo. Precisamos esclarecer os fatos.
    Muito obrigado por cooperar com a completa transparência
    Att,
    Balloni

    A publicação de meu processo pela direção atual da Fapesp é ilegal para não dizer imoral: a “declaração decisória” da instituição está datada de 03/abril/2013, data a partir da qual fiquei injustamente impedido por um ano (pena leve) de solicitar bolsa para a Fapesp. Portanto, a Fapesp jamais deveria ter mencionado meu nome em algo que foi prescrito.
    Particularmente, o processo de acusação de plágio que pesa sobre minha pessoa é em grande medida injusto. Aliás, tenho muito claro que alguns parâmetros do que é ou não plágio para a academia devem ser revistos.
    Além disso, meu processo de defesa não foi completado – apesar de a Fapesp alegar que sim. Dois últimos documentos meus não foram analisados e tive o direito de defesa cerceado (Art. 5, inc. LV da Constituição Federal de 88 – “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”), mesmo assim uma decisão precipitada foi tomada… Absolutamente não fui avaliado em conformidade com minha defesa. e, ainda mais grave, SE a análise de meu processo COMEÇOU com um determinado procedimento (documentado) e TERMINOU de outro (sem explicação) então, TEMOS UM PESO E DUAS MEDIDAS!!!. Por que ???
    Gostaria que o leitor tivesse a mesma força de vontade para se manter isento na análise dos fatos aqui narrados que procurei ter ao comparar ambos os documentos: a solicitação de bolsa e a acusação da Fapesp.
    Minha proposta científica – avaliação de qualidade de conteúdo de pesquisas publicadas na perspectiva do novo conhecimento e sabedoria (wisdom) – foi baseada nas teorias do Professor-Doutor Andrew Targowski, com a anuência deste emérito pensador como meu orientador na Universidade de Michigan, nos EUA.
    Minha pesquisa é genuína, inovadora e inédita. Sem a menor sombra de plágio ou coisa que o valha.
    No entanto, como se sabe, toda proposta/trabalho acadêmico embute por exigência formal uma parte de revisão teórica, que normalmente traz citações de outros autores e que ajudam a contextualizar o problema a ser pesquisado.
    E foi nesse momento que alegam que pequei. Por razões de sobra: apenas no ano que escrevi o plano, doze publicações científicas sob minha direção no DOI Number foram realizadas. A pressa em submeter o plano de trabalho à Fapesp e a sobrecarga de trabalho me induziram a não fazer algumas citações adequadamente dentro das normas previstas pela ABNT.
    Longe de querer aproveitar-me de trabalhos alheios, prejudicar autores, roubar ideias ou causar qualquer outro mal, tudo que tenho a dizer é que foi uma lamentável desatenção de minha parte – que deve ser relevada.
    As ideias e textos utilizados para a fundamentação de meu trabalho têm similares encontrados em dezenas de outras produções acadêmicas, nada que foi usado por este pesquisador para contextualizar o projeto de bolsa Fapespera inédito nem de fundamental importância para a proposta: ao contrário, minha proposta, sim, é que é inédita.
    Um exemplo do que os analistas da Fapesp se valeram é a definição de qui-quadrado (uma ferramenta estatística criada pelo matemático britânico Karl Pearson em 1900 e que nem o autor “plagiado” lembrou de citar): há no mínimo centenas de livros e artigos que trazem essa definição. Portanto, deixar de citar pode até desmerecer involuntariamente o autor do texto, mas nada de inédito, inovador, moderno há ali que venha a ser reciclado e mereça ser taxado de plágio – muito menos de valor cabal para meu projeto de pesquisa.
    A academia deveria olhar mais de perto a questão do que é ou não plágio.
    Minha proposta permanece inédita, inovadora, atual, pertinente, tanto que outra universidade nos EUA já a acolheu. Uma coisa é certa: eu não merecia ser colocado nesse balaio de gatos que a Fapesp criou…

    Atenciosamente
    Balloni

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